As ruas da capital venezuelana, pareciam relativamente tranquilas neste sábado, segundo vídeo obtido pela Reuters, com ruas vazias e consumidores formando longas filas em supermercados após a derrubada do ditador de longa data, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
No início de sábado, os EUA atacaram a Venezuela e depuseram Maduro em uma operação realizada durante a madrugada, disse o presidente Donald Trump, na intervenção mais direta de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989.
Trump disse que Maduro estava sob custódia e que autoridades americanas assumiriam o controle da Venezuela até que ocorresse uma “transição segura, adequada e criteriosa”.
Não está claro como Trump planeja supervisionar a Venezuela. Apesar de uma operação dramática durante a madrugada que deixou parte de Caracas sem eletricidade e capturou Maduro em um de seus esconderijos ou nas proximidades, as forças americanas não têm controle sobre o país em si, e o governo de Maduro parece ainda estar no comando.
Qualquer desestabilização grave na nação de 28 milhões de pessoas ameaça entregar a Trump o tipo de atoleiro que marcou a política externa dos EUA durante grande parte do século XXI, incluindo as invasões do Afeganistão e do Iraque — que também tiveram como premissa a mudança de regime.