João Martins, auxiliar técnico de Abel Ferreira, fez duras críticas ao gramado de São Januário, palco da derrota do Palmeiras para o Vasco nesta quinta-feira (12), pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro.
O interino disse que o campo parecia ter uma “plantação de batatas” por baixo. Além disso, ressaltou que o Gigante da Colina teve 11 dias de preparação para enfrentar o Verdão, que conquistou o Campeonato Paulista no domingo (9).
Eu estava a torcer pelo Vasco no Campeonato de Carioca para o Vasco ter jogado há dias como nós. Infelizmente, não conseguiu chegar à final. Outras equipes, isso aconteceu. E também foi igual ao segundo tempo, uma equipe parada, porque não há milagres. Uma equipe mudou de treinador, de uma energia extra e há 11 dias que não competia. Num campo pesadíssimo, parece que jogaram ontem neste campo, mas já não jogavam há 11 dias, e vamos continuar a falar de sintéticos. Enquanto a CBF não tomar uma atitude, na televisão, não dá para ver, mas, por baixo do campo, parece que plantaram batata. O campo é de altos e baixos, quase de meio metro. Mas, pronto, isso é o que é, é o futebol raiz. Estamos em 2026, e há coisas que não mudam, mas a culpa é do sintético. No domínio, tivemos um jogo pesadíssimo, onde a bola não andava. No primeiro tempo, a bola não andava. Depois, começou a chover, tornou-se um pequeno batatal
Para João Martins, o Palmeiras piorou no segundo tempo e sofreu a virada por estar abaixo fisicamente, perdendo a liderança do Campeonato Brasileiro para o São Paulo, que venceu a Chapecoense por 2 a 0, no Canindé, em São Paulo (SP).
Se tivéssemos uma varinha mágica, tínhamos feito as alterações ao intervalo, duas ou três, por mais energia. Isso que faltou. Foi mesmo por falta de lucidez e a parte física influenciou muito. Mas é o que é, o futebol brasileiro é assim, já estamos aqui há cinco anos e meio. O que temos que fazer é continuar a trabalhar
Substituindo o suspenso Abel Ferreira, o interino ainda falou mais sobre o estado do gramado de São Januário e sustentou as críticas.
Os jogadores do Vasco também devem querer melhores condições. Eles não ficam contentes com estas condições. Mas é o que é. Vamos continuar a falar de sintéticos, que é o que vende. Porque os gramados do Brasil é um pouco disto. E não é por falta de investimento. As gramas já devem ter os seus 20, 25 anos. Nunca alteraram os gramados, nunca alteraram os tapetes. O solo deve ser, há 40 anos, o mesmo. E as coisas não evoluem. Eu venho de um sítio onde o investimento é gigante nesta área. Pode ser que os espetáculos evoluam, que a bola ande rápido, intenso. A bola não anda. É pesado, é duro, é preciso fazer muita força para correr. E isso faz toda a diferença na qualidade. E depois pagamos caro, há dois dias estivemos num. Hoje, estamos noutro. Precisamente no segundo tempo, pagamos caro
O Palmeiras enfrenta o Mirassol no próximo domingo (15), às 18h30, pela sexta rodada do Brasileirão. A partida significará o retorno do Verdão ao Allianz Parque, que reformou o gramado sintético e está liberado para jogos.