Outubro rosa: medo da recidiva é comum em mulheres no pós-câncer

Depois de a avó e a mãe terem tido câncer de mama, foi a vez da Marjorie Vannucci, de 46 anos, ter a doença. Depois de cirurgia e sessões de quimio e radioterapia, hoje, a fonoaudióloga faz o acompanhamento periódico com a equipe.

“Hoje o meu acompanhamento ele é de seis em seis meses com o oncologista e os exames de rotina. Eu faço uso de uma medicação oral diariamente, além disso, eu tenho outros acompanhamentos, o acompanhamento terapêutico, o acompanhamento endocrinológico”, explica.

Nesse período pós-tratamento, o estilo de vida da paciente pode ser determinante para a volta da doença, a recidiva.

“Prática regular de atividade física, de preferência ao menos 150 minutos por semana, estar dentro do peso, não fumar, não beber em excesso, sexo seguro, diminuição de exposição ao sol e acompanhamento dos tumores possivelmente rastreáveis”, são os passos básicos a serem seguidos pela paciente, explica o oncologista Carlos Henrique dos Anjos.

No caso da Linda Rojas, depois de tratar o câncer descoberto aos 24 anos, o tumor voltou. A influencer encarou, pela segunda vez, o tratamento completo, com cirurgia, sessões de quimio e radioterapia. Depois de encarar mais essa jornada delicada, a Linda conseguiu realizar um sonho.

“Eu sempre tive o sonho de ser mãe. (…) Eu engravidei na primeira tentativa, então foi lindo esse reencontro com o meu corpo, foi lindo ver o poder do corpo feminino, do poder da nossa humanidade de depois de enfrentar duas vezes as coisas tão agressivas, né, dois tratamentos tão invasivos, o seu corpo gerar uma vida. Quando eu via no ultrassom um pontinho, uma sementinha, eu falava ‘como assim, que o meu corpo vai transformar isso num ser humano?’ O Martin évida materializada, a vida que eu tanto queria viver, que eu passei pelos meus maiores sofrimentos, eu nem imaginava que eu queria viver tanto e que eu iria viver isso”, confessa Linda, que hoje é mãe do Martin, de três anos de idade.

Linda Rojas, depois da recidiva, conseguiu engravidar naturalmente e hoje é mãe do Martin, de 3 anos • Arquivo pessoal/Linda Rojas
Linda Rojas, depois da recidiva, conseguiu engravidar naturalmente e hoje é mãe do Martin, de 3 anos • Arquivo pessoal/Linda Rojas

Sonhos que voltam de diferentes formas. Para a Marjorie, o pós-câncer trouxe uma urgência de viver. “Eu comecei a fazer balé clássico, eu comecei a mudar um pouco a minha fonte de prazeres e eu descobri o balé clássico pra me reabilitar. Eu tinha uma dificuldade de movimentos, eu perdi sensibilidade na mão, nos pés, e a minha fisioterapeuta, na época, ela era bailarina e ela falou ‘por que não dançar?’ Isso foi uma coisa que me transformou e aí eu falo muito disso, de realizar sonhos e colocar outras coisas em primeiro lugar”, comenta a fonoaudióloga.

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