A lista de indicados ao Oscar 2026 foi anunciada pela Academia de Artes nesta quinta-feira (22), e o filme “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” recebeu o total de oito indicações, em destaque a categoria de Melhor Filme, concorrendo com o longa-metragem brasileiro “O Agente Secreto”.
Classificado pela Vulture como “um dos filmes mais devastadores dos últimos anos”, “Hamnet” é um dos principais lançamentos de 2025, que chegou aos cinemas brasileiros em janeiro de 2026. O título está sendo aclamado por grande parte da mídia desde a estreia no Festival de Cinema de Telluride em agosto.
Dirigido pela vencedora do Oscar Chloé Zhao (“Nomadland”), a produção é uma adaptação do livro homônimo de Maggie O’Farrell e narra a história de amor e luto de Agnes e William Shakespeare, imaginando como a perda do único filho do casal poderia ter inspirado a criação do clássico “Hamlet”.
O título é estrelado pelos atores indicados ao Oscar Jessie Buckley (“A Filha Perdida” e “Estou Pensando em Acabar com Tudo”) e Paul Mescal (“Aftersun” e “Gladiador 2”). Emily Watson (“Ondas de Destino” e “Duna: A Profecia”) e Joe Alwyn (“A Favortia” e “O Brutalista”) também estão no elenco.
Veja o que a mídia internacional diz sobre “Hamnet”
The New York Times
“‘Hamnet’ é ardente, abrasador e cheio de emoção. Essa quantidade de calor pode ser difícil de suportar sem se transformar em sentimentalismo. Em alguns lugares, Zhao não consegue ou não quer mantê-lo sob controle”, escreveu a crítica ALissa Wilkinson.
“O desempenho de Buckley é feroz e surpreendente, começando forte e de alguma forma ganhando poder à medida que o filme avança. Há algo tão sonoro em sua voz baixa e melódica que, no momento em que ela perde completamente o controle, em paroxismos silenciosos e gritantes de dor, ela dá um tapa no estômago. E embora ela receba toda a atenção como o núcleo e o coração do filme, Mescal também me surpreendeu, principalmente quando ele conta as próprias falas de Shakespeare com a emoção que esta versão de Will sentiria.”
Variety
“É tão emocionalmente cru que às vezes é quase insuportável. (…) Existe um medo coletivo das coisas que não entendemos: oceanos, florestas e o nosso lado feminino – o nosso lado sombrio. ‘Hamnet’ é a tentativa de Zhao de equilibrar isso, de uma vez, em um único filme, e não tenho certeza se o mundo está preparado para isso“, refletiu Peter Debruge.
“Levantando mais uma vez aquela eterna questão — ‘ser ou não ser’, mas não no sentido convencional. Nas suas mãos, a linha indelével de Shakespeare não representa tanto uma contemplação do suicídio, mas sim o que significa ser – abraçar plenamente a vida, quando a inevitabilidade da morte é suficiente para paralisar alguém num estupor autoprotetor. Em última análise, a cineasta convida o mundo a sentir a perda de uma nova forma e, ao desapegar-se, liberta algo fundamental em todos nós.”
IndieWire
“A beleza violenta deste filme, que arranca a alma do peito tão completamente que a sua dor sísmica quase parece como se apaixonar ou se tornar pai, é que se trata tanto da experiência de ter um filho como da experiência de perdê-lo. ‘Hamnet’ é uma história comovente sobre como essas duas experiências – tão diferentes em dignidade – podem, em última análise, ser catalisadas pelo mesmo processo de transfiguração emocional.”, explicou David Ehrlich.
“Com atores como esses à disposição de Zhao, teria sido um tremendo desperdício para o filme focar em qualquer outra coisa. Ancorado na crueza primordial da atuação surpreendente de Buckley, ‘Hamnet’ nunca corre o menor risco de reduzir Agnes a um arco. Na verdade, o filme a considera uma força criativa ainda mais poderosa do que o marido; Will rabisca fora da tela enquanto Agnes transpira, grita de quatro e grita contra o destino.”
Confira todas as indicações ao Oscar
- Melhor Filme
- Melhor Direção (Chloé Zhao)
- Melhor Atriz (Jessie Buckley)
- Melhor Roteiro Adaptado
- Melhor Elenco (Casting)
- Melhor Trilha Sonora Original
- Melhor Direção de Arte
- Melhor Figurino
Assista ao trailer de “Hamnet”
*Atualizado por Dora Arai, em colaboração a CNN Brasil.