ONU pede investigação sobre ataque mortal à escola no Irã

O escritório de direitos humanos da ONU instou nesta terça-feira (3) as forças responsáveis ​​pelo ataque mortal a uma escola feminina no Irã a investigarem o incidente e compartilharem informações sobre ele, sem especificar quem considera responsável.

“O Alto Comissário, Volker Turk, pede uma investigação rápida, imparcial e completa sobre as circunstâncias do ataque. Cabe às forças que realizaram o ataque investigá-lo”, disse a porta-voz do escritório de direitos humanos da ONU, Ravina Shamdasani, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

“Isto é absolutamente horrível”, disse Shamdasani, acrescentando que as imagens que circulam nas redes sociais capturam “a essência da destruição, do desespero, da insensatez e da crueldade deste conflito”.

Turk também instou todas as partes a exercerem moderação e a retornarem à mesa de negociações, afirmou ela.

A escola no sul do Irã foi atingida no sábado (28), o primeiro dia de ataques dos EUA e de Israel contra o país. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou na segunda-feira (2) que as forças americanas “não atacariam uma escola deliberadamente”. Israel informou que está investigando o incidente.

O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, já havia levantado a questão com Turk em uma carta datada de 1º de março, classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”.

Ele afirmou que o ataque matou 150 estudantes. O gabinete de Turk não possui informações suficientes para determinar se o ataque constituiu um crime de guerra, disse Shamdasani.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

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