Olimpíada de Inverno: CEO admite custos acima do planejado e correria final

Os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026 custaram mais do que o inicialmente orçado e os preparativos enfrentaram prazos quase impossíveis, mas os organizadores conseguiram entregar a maior parte do que foi inicialmente planejado, afirmou o CEO dos Jogos, Andrea Varnier, nesta terça-feira (3).

Os organizadores ainda correm contra o tempo para finalizar alguns dos locais antes da cerimônia de abertura na sexta-feira (6), depois de terem enfrentado uma pressão intensa e um orçamento crescente.

Inicialmente, o orçamento para a realização dos Jogos estava em torno de 1,3 bilhão de dólares (aproximadamente R$ 6,7 bilhões), mas esse valor subiu para mais de 1,7 bilhão (R$ 8,8 bilhões), com outros custos de infraestrutura associados também aumentando, incluindo 3,5 bilhões de dólares (R$ 18,2 bilhões) de dinheiro público.

“Essa jornada provou ser ainda mais árdua do que imaginávamos inicialmente, com desafios e dificuldades, algumas esperadas, outras inesperadas e provavelmente desnecessárias”, disse Varnier à sessão do Comitê Olímpico Internacional em seu último relatório de progresso antes do início dos Jogos.

“A situação financeira do nosso comitê organizador foi extremamente difícil ao longo dos anos. No entanto, devemos reconhecer que os Jogos custaram mais do que inicialmente previsto no orçamento de candidatura”, afirmou.

“Vocês não encontrarão nestes Jogos tudo o que poderiam ter esperado ou tudo o que originalmente queríamos ter”, acrescentou.

Construção polêmica

A proposta original de Milão-Cortina incluía vários locais existentes ou temporários, mas, no meio dos preparativos, os organizadores decidiram construir um novo centro de deslizamento multimilionário em Cortina, que enfrentou os prazos mais apertados.

A construção desse novo centro foi veementemente contestada pelo COI, que queria que os anfitriões utilizassem um local existente – possivelmente em um país vizinho, considerando que Áustria, Suíça e França, bem como a Alemanha, possuem centros de deslizamento.

Os organizadores também estão apressando a conclusão do estádio de hóquei no gelo Santagiulia, que foi testado recentemente, em janeiro.

“Há momentos em que um comitê organizador deve operar sob condições de emergência, e os Jogos de Milão-Cortina certamente foram um desses casos. Com prazos extremamente apertados, trabalhamos sob pressão constante vinda de todos os lados”, disse Varnier.

“Um dos desafios mais exigentes: o centro de deslizamento e o estádio de hóquei no gelo. Ambos foram entregues ao comitê organizador literalmente no último suspiro, no limite de todos os prazos disponíveis. No entanto, ambos os locais serão excepcionais para os Jogos e esperamos que permaneçam como legados tangíveis para as comunidades”, acrescentou Varnier.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *