Tiros foram ouvidos durante a noite desta segunda-feira (5), perto do Palácio Presidencial de Miraflores, na capital venezuelana, Caracas, com as forças de segurança em estado de alerta máximo após o ataque dos EUA e a captura do ditador Nicolás Maduro.
Um vídeo verificado pela CNN mostra disparos antiaéreos sobre Caracas em meio a relatos de confusão entre as unidades de segurança da capital.
Um ministério venezuelano afirmou posteriormente que a polícia atirou em drones que estavam “voando sem permissão” e que “nenhum confronto ocorreu”.
Veja o que se sabe sobre os tiros disparados na capital da Venezuela:
Relatos de tiros
Um morador, que falou à CNN sob condição de anonimato, disse ter ouvido tiros perto da Avenida Urdaneta, próximo ao Palácio Presidencial de Miraflores. Um vídeo verificado pela CNN mostra disparos antiaéreos sobre Caracas. Em outro vídeo, também verificado pela CNN, é possível ouvir tiros.
O que dizem as autoridades
O Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela afirmou que a polícia atirou em drones que estavam “voando sem permissão”.
O ministério acrescentou que “nenhum confronto ocorreu”.
“Mal-entendido”
Discussões entre grupos paramilitares ligados a Maduro, ouvidas pela CNN, indicam que os disparos foram resultado de uma confusão entre diferentes grupos de segurança que operavam perto do palácio presidencial de Miraflores.
Um membro de um desses grupos pode ser ouvido pedindo reforços e dizendo que “vários tiros foram ouvidos”. Mais tarde, o interlocutor afirmou que um drone que sobrevoava a área foi alvejado por membros da Polícia de Miraflores e da segurança do palácio.
Qual a situação atual?
O Ministério da Comunicação e Informação afirmou que “todo o país está completamente calmo”, embora não tenha informado quem poderia estar pilotando os drones.
Os grupos paramilitares também indicaram que a situação estava sob controle.
O que os EUA dizem?
Um funcionário da Casa Branca disse à CNN que estavam acompanhando de perto os relatos de disparos vindos da Venezuela, mas observou que “os EUA não estão envolvidos”.