O que se sabe sobre os 12 anos de Maduro como líder de regime na Venezuela

Nicolás Maduro foi capturado por militares americanos, na madrugada deste sábado (3), em Caracas. A informação foi divulgada pelo presidente americano Donald Trump nas redes sociais.

O ditador venezuelano Nicolas Maduro foi um aliado de longa data do líder populista Hugo Chávez, sucedendo-o após sua morte por câncer em 2013.

Contudo, o ex-motorista de ônibus e líder sindical nunca teve a base popular nem o carisma de Chávez, e sua vitória nas eleições presidenciais de 2013 foi contestada pela oposição.

Desde então, durante o mandato de Maduro, a Venezuela enfrentou conflitos e uma crise econômica, em meio a um aumento de sanções dos EUA e à má gestão da indústria petrolífera do país.

Em 2017, Maduro tentou redefinir e expandir os poderes do presidente para contornar a Assembleia Nacional, que na época era controlada pela oposição, durante semanas de protestos nas ruas da capital do país.

Em 2018, durante uma eleição amplamente denunciada por líderes da oposição e pela comunidade internacional, Maduro conquistou mais um mandato de seis anos, mas a eleição foi considerada ilegítima.

A esposa de Maduro, Cilia Adela Flores de Maduro, é advogada e tem sido deputada na Assembleia Nacional nos últimos dez anos.

Combate ao narcotráfico

O primeiro governo de Trump já havia acusado Maduro de narco-terrorismo em 2020. O regime venezuelano foi acusado de “atormentar pela criminalidade e corrupção”, afirmou o então procurador-geral dos EUA, Barr.

“Por mais de 20 anos, Maduro e vários colegas de alto escalão supostamente conspiraram com o grupo guerrilheiro colombiano FARC, fazendo com que toneladas de cocaína entrassem e devastassem comunidades americanas”, afirmou.

Em resposta, Maduro chamou o presidente dos EUA, Donald Trump, de “vaqueiro racista”. Houve mais acusações de fraude eleitoral quando Maduro foi declarado vencedor do última eleição presidencial. Desde então, a administração Trump intensificou a pressão econômica e militar sobre o regime de Maduro.

Em agosto de 2025, a procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, anunciou uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levem à prisão de Maduro.

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