Os deputados federais Sanderson (PL-RS) e Chico Alencar (PSOL-RJ) discutiram, nesta quarta-feira (28), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se a CPI do Master é necessária ou seria apenas politização.
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), não vê necessidade de uma comissão no Congresso para investigar o caso. Para Guimarães, Comissões Parlamentares de Inquérito se tornaram “palanque para a oposição”.
Sanderson avalia que a CPI é necessária.
“CPI, independente de estarmos no governo ou não, sempre é algo positivo, porque uma Comissão Parlamentar de Inquérito não tem o poder de condenar ninguém, mas apenas investigar, apurar, esclarecer, jogar luz sobre situações que são de interesse da população”, disse.
“Esse caso do Banco Master chama muita atenção pelo tamanho do lobby que o dono do Master, Daniel Vorcaro, fazia em todas as instituições. Ele tinha entrado no Parlamento, Câmara e Senado, tinha acesso ao Palácio do Planalto, ao Poder Judiciário, ao Banco Central, tinha acesso a várias instâncias de poder”, continuou.
Chico Alencar entende que a CPI é uma ferramenta válida.
“A CPI é um instrumento importante, eu discordo dessa visão meio tradicional de que CPI é instrumento de oposição, não, é um instrumento do Parlamento. Disputa política sempre haverá em qualquer circunstância, visões diferenciadas. Agora, é algo que, em determinados casos rumorosos, objetivos, como é o do Master, não tem problema nenhum de prosperar”, defendeu.
“O Master é pequeno na sua dimensão, não gera um risco sistêmico absoluto, mas é grande na falcatrua. Esse Vorcaro, que ficou 12 dias presos e logo depois conseguiu liberação, tornozeleira, seria muito bom que ele fizesse uma delação premiada”, prosseguiu.