A companhia canadense de fertilizantes Nutrien obteve lucro líquido de US$ 580 milhões no quarto trimestre de 2025, informou a empresa na quarta-feira (18) depois do fechamento do mercado financeiro. O resultado representa aumento de 392% ante igual período do ano anterior, quando a empresa lucrou US$ 118 milhões. O lucro por ação passou de US$ 0,23 para US$ 1,18.
O aumento do lucro refletiu principalmente preços mais altos de venda e maiores volumes de vendas de potássio, o que foi parcialmente compensado por menores volumes de vendas de nitrogênio e por resultados mais fracos no segmento de varejo, disse a Nutrien em comunicado.
Em termos ajustados, o lucro foi de US$ 0,83 por ação, em comparação a US$ 0,31 um ano antes. A receita aumentou 5% na mesma comparação, para US$ 5,34 bilhões.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu 21%, para US$ 1,277 bilhão.
As vendas da Nutrien Ag Solutions (varejo) caíram 1% no quarto trimestre, para US$ 3,144 bilhões. O Ebitda ajustado do segmento diminuiu 9%, para US$ 311 milhões.
A receita com potássio aumentou 37%, para US$ 736 milhões, enquanto o Ebitda ajustado do segmento avançou 53%, para US$ 445 milhões. Em nitrogênio, as vendas subiram 11%, para US$ 1,093 bilhão. O Ebitda ajustado cresceu 11%, para US$ 521 milhões. Em fosfatados, a receita aumentou 17%, para US$ 483 milhões, enquanto o Ebitda ajustado subiu 24%, para US$ 107 milhões.
“A maior produção global de grãos e oleaginosas em 2025 elevou a relação estoque/uso para níveis próximos às médias históricas e resultou em significativa remoção de nutrientes do solo. A forte demanda por alimentos, ração e biocombustíveis deve sustentar a necessidade de maior produção agrícola global e, consequentemente, de insumos para as lavouras”, afirmou a Nutrien.
Nos Estados Unidos, a companhia espera que a área total plantada em 2026 fique em linha com os níveis de 2025, com projeção de 38 milhões a 38,85 milhões de hectares de milho e 34 milhões a 34,80 milhões de hectares de soja. Esse cenário deve impulsionar a demanda por insumos agrícolas no primeiro semestre de 2026, disse a empresa.
Quanto ao Brasil, a Nutrien disse esperar que a área de milho safrinha cresça entre 3% e 5%. A expansão da área plantada tende a sustentar a demanda por insumos, mas questões financeiras devem levar produtores a realizar compras mais próximas do momento de uso (just-in-time) e a manter a migração para produtos nitrogenados e fosfatados de menor concentração, afirmou a companhia.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado