Os idosos que possuem smartphones saltou de 55% em 2016 para 90% em 2025, de acordo com uma pesquisa feita pela American Association of Retired Persons, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos.
Os dados mostram que pessoas entre 70 e 79 anos se aproximaram das gerações mais jovens e superam aqueles de 50 a 69 anos na posse de tablets. Os desafios que ainda enfrentam são as preocupações com privacidade, uso de dados e usabilidade.
A pesquisa foi realizada de forma online com 3.838 adultos nos Estados Unidos, conduzida entre 9 de setembro e 6 de outubro de 2025, em inglês e espanhol.
De acordo com o estudo, os usos mais comuns da tecnologia no grupo de idosos são enviar mensagens de texto, acessar redes sociais, assistir a vídeos em streaming e testar recursos de inteligência artificial.
As funcionalidades mais usadas são voltadas à necessidades práticas, como compras, serviços bancários e monitoramento de atividades físicas. Aplicativos de streaming, redes sociais, lojas de compras online, aplicativos bancários, de registros de saúde, mapas e navegação digitais são alguns que se destacam na lista de plataformas mais usadas por idosos.
Metade dos participantes da pesquisa relatou que usa sistemas para casas inteligentes, como câmeras de segurança e sistemas de iluminação.
As maiores barreiras para o maior envolvimento dos idosos com a tecnologia envolvem preocupações com privacidade dos dados e as dificuldades que o design tecnológico traz para o grupo em que muitos relatam não confiar em suas habilidades digitais.
O uso da inteligência artificial já quase dobrou, passando de 18% em 2024 para 30% em 2025.
Neste ano, dois em cada cinco idosos planejam comprar algum produto tecnológico e 71% relataram ter comprado tecnologia em 2025, um aumento em relação aos 67% em 2024.