Nebulosa do Anel tem misteriosa “barra de ferro” e deixa cientista perplexo

Uma equipe internacional de astrônomos revelou a descoberta de uma estrutura inédita de ferro ionizado no interior da Nebulosa do Anel. Os cientistas detectaram a “barra” estreita que emite luz especificamente através de átomos de ferro.

O estudo, publicado no dia 16 de janeiro no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, detalha como observações espectroscópicas de campo integral permitiram visualizar essa faixa linear que corta as regiões centrais da nebulosa.

A Nebulosa do Anel, localizada a cerca de 2.000 anos-luz da Terra, é um alvo frequente de estudos devido ao seu brilho e orientação voltada para nós.

A descoberta foi realizada durante a fase de verificação científica do instrumento WEAVE, montado no telescópio WHT (William Herschel) em La Palma, Espanha. Ao contrário de imagens tradicionais, o WEAVE captura espectros de luz detalhados de toda a nebulosa, permitindo aos cientistas identificar a composição química e a velocidade do gás em cada ponto da imagem.

“Galáxia do coração” é capturada em alta qualidade por astrofotógrafo; veja

Comparando os dados do WEAVE com imagens recentes do telescópio espacial JWST (James Webb), os cientistas notaram que a barra de ferro coincide com faixas escuras e emissões de gás molecular, sugerindo uma conexão intrínseca entre a destruição de poeira e esta nova estrutura. Veja:

Imagem de alta resolução mostra morte de uma estrela semelhante ao Sol

Imagens mostram a estrutura de ferro na nebulosa • Telescópio Espacial James Webb
Imagens mostram a estrutura de ferro na nebulosa • Telescópio Espacial James Webb

A estrutura tem cerca de 50 segundos de arco de comprimento e passa próxima, mas não exatamente sobre, a estrela central da nebulosa.

A existência de ferro em estado gasoso sugere que grãos de poeira estelar estão sendo destruídos na região.

O ferro no Universo costuma estar preso dentro de grãos de poeira. Para liberá-lo, seriam necessários choques violentos ou temperaturas extremas, condições para as quais não há evidência observacional atual na nebulosa.

GALERIA – Veja descobertas astronômicas de 2026

Nebulosa da Borboleta é registrada por telescópio no Chile; veja

A pesquisa ressalta a importância de instrumentos de nova geração, como o WEAVE, capazes de realizar espectroscopia resolvida espacialmente, permitindo aos astrônomos dissecar objetos celestes que pensávamos já compreender completamente.

*Sob supervisão de AR.

FONTE

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *