MPRJ pede prisão de ex-CEO da Hurb após descumprir medidas cautelares

O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) pediu, nesta terça-feira (6), a prisão preventiva do ex-CEO da Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, pelo descumprimento de medidas cautelares. Na noite de segunda-feira (5), ele já havia sido detido no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, por uso de documento falso e pela tornozeleira eletrônica estar descarregada.

Ao solicitar a prisão preventiva, a Promotoria afirmou que o episódio no aeroporto, junto à falta de apresentação de relatórios médicos desde setembro, indica que o João Ricardo tem descumprido constantemente as medidas impostas pela Justiça.

As cautelares aplicadas ao empresário são decorrentes de sua prisão em flagrante no início de 2025, após o furto de obras de arte em um hotel de luxo e em um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, ele foi localizado e preso pela Polícia Civil em uma cobertura de luxo.

O MPRJ denunciou o ex-CEO em maio de 2025 pelos crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. A acusação ainda pleiteou a manutenção da prisão de Mendes.

João Ricardo chegou a ficar em prisão preventiva, mas posteriormente teve a custódia convertida em medidas cautelares, através de monitoramento eletrônico, proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e obrigação de apresentar mensalmente relatórios médicos no processo.

Prisão por uso de documento falso

O ex-CEO da Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, foi preso na noite de segunda-feira (5) no Aeroporto Regional de Jericoacoara, na comunidade de Cajueirinho, litoral do Ceará, por usar um documento falso. A detenção foi confirmada à CNN Brasil na manhã desta terça-feira (6).

A abordagem ocorreu, segundo a Polícia Militar do Ceará, após a equipe de segurança do aeroporto e funcionários de uma companhia aérea identificarem indícios de irregularidade durante o processo de embarque. João Ricardo tentava viajar para Guarulhos (SP).

Os militares constataram ainda no local que o documento apresentado era falso. Ele recebeu voz de prisão e, no momento da abordagem, usava uma tornozeleira eletrônica que estava descarregada.

O ex-CEO foi conduzido à Delegacia Regional de Acaraú e autuado por uso de documento falso.

 

*Sob supervisão de Pedro Osorio

FONTE

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