O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, que sumiu após descer ao subsolo do Condomínio Amethist Tower, em Caldas Novas (GO), segue sem esclarecimento mesmo após mais de um mês de investigações.
Em meio ao avanço do inquérito policial, a defesa do síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, divulgou nota afirmando que o Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia contra a própria Daiane, e não contra o administrador do condomínio.
Segundo a defesa, na segunda-feira (19), o MP apresentou denúncia contra Daiane pelo crime de violação de domicílio, episódio no qual Cléber figurou como vítima. Conforme os advogados, o fato demonstra que os conflitos entre as partes sempre foram tratados “dentro da estrita legalidade” e pela via institucional do Judiciário.
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A nota reforça que Cléber não é investigado no inquérito que apura o desaparecimento da corretora e que colabora com as autoridades, fornecendo acessos e informações solicitadas pela Polícia Civil.
Em 17 de dezembro, Daiane ficou incomodada com um corte de luz no apartamento onde mora e decidiu sair do local para verificar o problema. Então, ela desceu alguns andares de elevador e se deparou com um vizinho.
No caminho, eles conversaram e comentaram sobre o problema da falta de luz. Ao chegar no 2º andar do subsolo, eles saíram do elevador. Um vídeo mostra a interação até o momento da descida.
Porém, o mesmo registro é cortado por dois minutos. Quando as filmagens aparecem novamente, Daiane volta para o elevador e já está sozinha. Ao subir, ela olha para a câmera de segurança e desce no 1º andar do subsolo.
Todo o trajeto apresentado foi filmado em um vídeo para uma amiga. O registro contaria com uma passagem pelo apartamento sem energia, a caminhada até o elevador e um contato com o porteiro. O homem teria sido questionado sobre a queda de luz.
No momento em que subiu novamente, ela gravava um novo vídeo. No entanto, esse último, nunca foi enviado à amiga.
A defesa também comentou a existência de outra denúncia oferecida contra Cléber, relacionada ao crime de perseguição. Sobre esse ponto, os advogados afirmam que a acusação se baseia exclusivamente na versão apresentada por Daiane e não possui provas materiais, sustentando que todas as condutas do síndico ocorreram no cumprimento de seus deveres administrativos.
A CNN Brasil entrou em contato com o Ministério Público, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.