A bailarina profissional Misty Copeland, 43, rebateu as falas recentes de Timothée Chalamet, 30, sobre a importância do balé e da ópera para a arte. A dançarina se pronunciou durante sua participação em um painel realizado em Nova York, nos Estados Unidos.
“Primeiramente, preciso dizer que é muito interessante que ele tenha me convidado para participar da promoção de ‘Marty Supreme’ em relação à minha forma de arte”, alfinetou ela.
A declaração polêmica do ator que está concorrendo ao Oscar 2026 foi dada em um evento promovido pela revista Variety e a CNN, ao lado de Matthew McConaughey, 56.
No papo, o ator disse que não queria trabalhar com balé ou ópera, coisas que, segundo ele, “são tipo: ‘Ei mantenha essa coisa viva’, mesmo que pareça que ninguém se importe com isso'”. Logo na sequência, Timothée garantiu “ter todo o respeito” pelos profissionais desta indústria.
“Acho importante reconhecermos que, sim, esta é uma forma de arte que não é ‘popular’ e não faz parte da cultura pop como os filmes. Mas isso não significa que ela não tenha relevância duradoura na cultura. Muitas vezes, se confunde o fato de algo ser popular com algo significativo ou de maior impacto. Há um motivo para a ópera e o balé existirem há mais de 400 anos”, continuou Copeland.
Em 2015, Misty se tornou a primeira mulher negra promovida a bailarina principal do American Ballet Theatre. Ao conquistar o título, a norte-americana dedicou sua carreira a reforçar o lema de que “acesso e oportunidade” são fatores que podem mudar a vida de uma pessoa.
“Quero que as pessoas entendam a importância e a relevância disso em nossas comunidades e em nossa cultura. […] Quer dizer, ele não seria ator e não teria as oportunidades que tem como estrela de cinema se não fosse pela ópera e pelo balé, dada a sua relevância nesse meio. Todos essas artes têm seu espaço e não devemos compará-las”, finalizou a bailarina.
Além de Copeland, diversas companhias internacionais de balé e ópera e internautas ao redor do mundo criticaram as falas de Chalamet. Até o momento, o ator não comentou publicamente seu posicionamento.
*Com informações de Caroline Ferreira, da CNN Brasil. Publicado sob supervisão de Gabriela Maraccini