Ministro do Irã diz que protestos após 8 de janeiro são “guerra interna”

O ministro da Justiça do Irã, Amir Hossein Rahimi, afirmou que qualquer pessoa presa nas ruas a partir de 8 de janeiro é culpada de participar de uma “guerra interna”.

Em entrevista à agência de notícias semioficial iraniana Mehr, Rahimi fez uma distinção entre os protestos atuais e os anteriores a quinta-feira, 8 de janeiro, que, segundo ele, o governo considera manifestações legítimas por queixas econômicas.

No entanto, ele argumentou que, a partir do dia 8, “isso não foram apenas protestos, mas uma guerra interna. Qualquer pessoa que tenha sido presa nesse período é culpada porque estava presente no local”.

Rahimi acrescentou que as penas e punições que os manifestantes receberão variam de acordo com seus “crimes” e as atividades em que participaram.

Os comentários do ministro surgem após o chefe do judiciário iraniano ter alertado que manifestantes acusados ​​de violência ou atividades “terroristas” terão “prioridade no julgamento e na punição”, aumentando as preocupações com as milhares de pessoas que teriam sido presas durante os protestos antigovernamentais em massa.

Pelo menos 18.434 pessoas foram presas desde o início dos protestos, segundo a HRANA (agência de notíciasda organização Human Rights Activists), sediada nos Estados Unidos.

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