A campeã mundial da Fórmula 1, a McLaren, iniciará a temporada na próxima semana adotando uma postura “um pouco defensiva”, com Ferrari e Mercedes despontando como possíveis referências no início do campeonato.
A avaliação foi feita na quinta-feira (26) pelo chefe da equipe, Andrea Stella.
A escuderia baseada em Woking defende em 2026 os dois títulos conquistados na temporada passada, após o britânico Lando Norris encerrar o reinado de quatro anos de Max Verstappen, da Red Bull.
A McLaren buscará agora o terceiro título consecutivo no Mundial de Construtores.
Stella afirmou que a equipe ficou satisfeita com o desempenho nos nove dias de testes realizados no Bahrein e em Barcelona. Ao todo, foram 1.108 voltas completadas e todos os itens previstos no cronograma técnico foram cumpridos.
“Do ponto de vista da confiabilidade, fizemos bons progressos e, acima de tudo, conseguimos tornar o carro mais rápido”, disse o dirigente em sessão de perguntas e respostas divulgada pela equipe antes do Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne, que abre a temporada.
O italiano acrescentou que tanto Norris quanto o companheiro australiano Oscar Piastri demonstraram otimismo após as atividades de pré-temporada.
“Com todas as incógnitas envolvidas [nos testes]… posso confirmar o que disse no Bahrein: os ‘suspeitos de sempre’ — estritamente em ordem alfabética: Ferrari, McLaren, Mercedes e Red Bull — estão um passo à frente da concorrência”, afirmou.
“Dentro desse grupo de ponta, acreditamos que Ferrari e Mercedes estejam um passo à frente, embora seja difícil quantificar o tamanho dessa diferença.”
Stella ressaltou que, quando a temporada começar efetivamente, o desenvolvimento dos carros será o principal desafio. “Usando uma metáfora do futebol, a primeira parte da temporada nos verá jogando de maneira um pouco defensiva, tentando explorar os contra-ataques”, comparou.
Segundo o chefe da equipe, o modelo MCL40 que irá a Melbourne será essencialmente o mesmo utilizado nos testes do Bahrein, com pequenas atualizações aerodinâmicas. A equipe também seguirá trabalhando para reduzir o peso do carro.
A Fórmula 1 se prepara para entrar em uma nova era de motores e chassis, marcada pela maior mudança regulatória das últimas décadas, com aumento significativo da participação do componente elétrico, que se aproximará do nível do motor a combustão.
Há receios de que a necessidade de gerenciamento de energia e de novas funções, como modos de impulso e ultrapassagem, resultem em um tipo diferente de corrida, que pode não agradar a todos os fãs.
“Talvez nunca tenhamos tido uma mudança tão significativa de uma só vez, ao menos neste século”, disse Stella.
“Talvez ainda haja alguns detalhes a serem ajustados para garantir que o espetáculo na pista esteja à altura da popularidade que nosso esporte alcançou, que seja facilmente compreensível para todos os fãs… e que continue sendo uma competição na qual os carros e pilotos mais rápidos disputem entre si.”