Mandante do assassinato de coordenador do CRB se entrega à polícia em AL

O suspeito de ser o mandante do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, coordenador das categorias de base do CRB, se apresentou à polícia na noite de segunda-feira (26), acompanhado de um advogado. Segundo as investigações, o homicídio teria sido planejado pelo suspeito desde dezembro, com pagamento de R$ 10 mil pela execução, dos quais R$ 4 mil já haviam sido quitados antes do crime.

De acordo com a PCAL (Polícia Civil de Alagoas), as apurações indicam que o crime teve motivação ligada a questões amorosas. A ex-companheira de Johanisson teria mantido um relacionamento com o mandante, encerrado o relacionamento e, ao tentar retomar o vínculo com a vítima, teria motivado o assassinato.

A prisão preventiva do suspeito foi cumprida pela delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa). Nesta terça-feira (27), o suspeito passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida. Após a oitiva, o homem foi encaminhado ao sistema prisional de Alagoas, onde permanece à disposição da Justiça.

No último domingo (25), um homem suspeito de envolvimento no crime foi preso em Maceió durante uma operação integrada da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas, da Polícia Militar e da Polícia Civil. Outros três suspeitos morreram após trocarem tiros com as forças de segurança. Segundo a polícia, eles foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.

O crime ocorreu na última sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió, quando Johanisson, conhecido como Joba, saía de casa para trabalhar e foi atingido por disparos de arma de fogo.

À CNN Brasil, a delegada Tacyane Ribeiro detalhou que cinco pessoas participaram da dinâmica do homicídio: o mandante, que se entregou à polícia; um homem que deu suporte à fuga do executor, preso na ação do domingo; e três envolvidos (uma mulher de 28 anos e dois homens de 27 anos) que morreram no confronto. Entre eles, um possuía extensa ficha criminal, incluindo participação em organização criminosa, homicídio e estupro coletivo, tendo recebido alvará de soltura em janeiro. O suspeito preso em flagrante respondia por homicídio ocorrido em 2014 e cumpria pena em regime semiaberto.

Imagens de videomonitoramento analisadas pela DHPP registraram a movimentação antes e depois do crime.

Em uma delas, a mulher de 28 anos aparece nas proximidades do edifício onde a vítima morava, acompanhando Johanisson ao sair do prédio. Outra gravação mostra o momento em que ele é atingido. O executor estava de bicicleta e fugiu imediatamente, abandonando o veículo a cerca de 500 metros antes de continuar a fuga de motocicleta.


 

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