Manaus usa raio-x para monitorar patrimônio histórico da cidade

Um raio-x digital passa a orientar decisões urbanas, sociais e econômicas na cidade de Manaus (AM). O município usa a nova tecnologia para reavaliar patrimônio histórico e requalificar o centro da cidade.

Após quase 20 anos sem uma revisão ampla de sua área protegida, a cidade concluiu um redesenho inédito da região, com uma nova leitura física, social e econômica, de um território central para a memória e para o futuro da capital amazônica

A CNN Brasil revela a informação em primeira mão.

O trabalho integra o programa “Nosso Centro” e parte de um princípio que tem guiado as intervenções: preservar patrimônio vai além da restauração de fachadas. Trata-se de devolver função urbana, segurança, circulação econômica e dignidade social a uma área historicamente marcada pelo abandono e pela perda de centralidade.

“O Centro Histórico pode e deve ser vetor de inovação, negócios e geração de emprego. Ao conectar patrimônio, tecnologia e Zona Franca, estamos criando um novo eixo de desenvolvimento para Manaus”, diz o prefeito David Almeida (Avante).

Enquanto o raio-x digital era finalizado, a região passou por uma ação concentrada de requalificação. Foram retiradas cerca de 900 toneladas de lixo, recuperado mais de um quilômetro de calçadas e modernizados 530 pontos de iluminação pública.

Tecnologia social

Paralelamente, mais de 100 pessoas em situação de rua, brasileiros e imigrantes, foram acolhidas por políticas sociais integradas, rompendo com a lógica de exclusão que costuma acompanhar processos de revitalização urbana no país.

Esse reposicionamento ganhou base técnica com a conclusão do primeiro levantamento completo do patrimônio histórico desde 2004. Conduzido pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano, o mapeamento utilizou drones, georreferenciamento e softwares digitais para revisar os bens protegidos.

No eixo econômico, dois casarões históricos revitalizados passam a abrigar o Parque Tecnológico da Ilha de São Vicente, com investimento de R$ 10 milhões captados junto à Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

A proposta consiste em reposicionar a região como elo entre memória urbana e cadeias produtivas de maior valor agregado, transformando o patrimônio histórico em ativo estratégico de desenvolvimento.

*Sob supervisão de Thiago Félix 

FONTE

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