Maduro e esposa bateram a cabeça na captura, diz governo Trump ao Congresso

Autoridades do governo Trump informaram a parlamentares que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, ficaram feridos após baterem a cabeça enquanto fugiam das forças americanas que tentavam prendê-los, segundo fontes familiarizadas com uma reunião feita na segunda-feira (5) que falaram à CNN.

Maduro e Flores correram e tentaram se esconder atrás de uma pesada porta de aço dentro do complexo onde estavam, mas o batente da porta era baixo e eles bateram a cabeça ao tentar escapar, disseram as autoridades, de acordo com as fontes.

Agentes da Força Delta dos EUA os detiveram e prestaram os primeiros socorros após serem retirados do complexo.

A reunião durou mais de duar horas na noite de segunda-feira e contou com participação de Marco Rubio, secretário de Estado, Pete Hegseth, secretário de Defesa,  general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, Pam Bondi, procuradora-geral, e John Ratcliffe, diretor da CIA, a agência de inteligência dos EUA.

Maduro e sua esposa compareceram a um tribunal de Nova York na segunda-feira com ferimentos visíveis, e o advogado de Flores disse ao juiz que ela “sofreu ferimentos significativos” durante a captura.

“Além disso, acredita-se que ela possa ter uma fratura ou uma contusão grave nas costelas”, adicionou. O advogado solicitou um raio-X e uma avaliação física completa.

Flores cambaleou e inclinou a cabeça em alguns momentos durante a audiência, e Maduro teve dificuldades para se sentar e levantar em certos pontos, segundo repórteres presentes no tribunal. Esboços feitos no tribunal mostram Flores com curativos na cabeça.

Os integrantes do governo Trump descreveram o ferimento na cabeça de Flores como leve durante a reunião com os parlamentares.

A CNN solicitou comentários dos advogados de Maduro e Flores sobre os detalhes mais recentes a respeito de seus ferimentos.

Agentes feridos e mortes na Venezuela

Alguns agentes da Força Delta sofreram ferimentos durante a operação, em decorrência de um grande tiroteio que ocorreu com uma força de reação rápida cubana estacionada perto do complexo de Maduro, segundo funcionários do governo americano.

Os soldados foram atingidos por balas e estilhaços, mas seus ferimentos não são fatais e espera-se que se recuperem totalmente.

De acordo com o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, quase 200 militares americanos foram enviados a Caracas durante a operação.

Os funcionários do governo Trump que fizeram a apresentação aos parlamentares não tinham uma estimativa precisa de quantos venezuelanos ou cubanos foram mortos durante a operação.

Segundo o governo de Cuba, 32 de seus militares e policiais foram mortos.

O chefe de gabinete adjunto de Trump para assuntos políticos, Stephen Miller, disse a Jake Tapper, da CNN, que o número provavelmente é maior, descrevendo o ocorrido como um “intenso tiroteio”.

“A grande maioria das baixas e mortes ocorreu entre os membros da Guarda Revolucionária Cubana que exerciam controle sobre a população da Venezuela”, destacou Miller.

Governo insiste que ação não visa mudança de regime

Durante a apresentação aos parlamentares, as autoridades do governo Trump insistiram que a captura de Maduro não foi uma operação de mudança de regime, já que o governo venezuelano permanece praticamente intacto e agora é liderado por sua vice, Delcy Rodríguez, segundo fontes.

Rubio afirmou que os EUA a consideram mais pragmática do que Maduro e alguém com quem a Casa Branca pode trabalhar. Já María Corina Machado, líder da oposição, seria incapaz de exercer controle sobre as forças de segurança do regime, destacaram as fontes.

A decisão política do governo em relação a Rodríguez foi baseada em uma análise confidencial da CIA, a agência de inteligência americana, sobre o impacto da saída de Maduro do poder e as implicações a curto prazo de sua possível remoção, segundo uma fonte.

Não se tratava de uma recomendação baseada na expectativa de uma mudança de regime na Venezuela, acrescentou a fonte.

O relatório de inteligência, mantido em sigilo, foi encomendado por altos funcionários do governo e espera-se que a CIA continue fornecendo recomendações semelhantes sobre a situação da liderança na Venezuela, de acordo com diversas fontes.

Rubio tem sido o principal ponto de contato do governo com Rodríguez. O presidente Donald Trump disse à NBC News que o secretário “fala fluentemente com ela em espanhol” e que o relacionamento entre eles “tem sido muito forte”.

Fontes informaram que estavam em contato com Delcy Rodríguez, bem como com seu irmão Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, há meses, mas descreveram as conversas como discussões com o regime para tentar provocar uma mudança de comportamento, e não como um pedido para que ajudassem a depor Maduro.

Rodríguez também é ministra do petróleo do país, e o governo espera que ela trabalhe com os EUA na reconstrução da infraestrutura petrolífera da Venezuela e permita que empresas americanas operem lá no futuro.

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