Líderes iranianos querem conversar, diz Trump em entrevista

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (1º) que a nova liderança do Irã quer conversar com ele, segundo entrevista à revista Atlantic. O presidente americano ainda informou que aceitou falar.

“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter apresentado o que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, disse Trump em entrevista de sua residência na Flórida.

Após a morte do líder supremo do Irã Ali Khamenei, três figuras assumirão o poder na transição: o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e o aiatolá Alireza Arafi, um dos juristas do Conselho dos Guardiães do Irã. Eles assumirão o poder de forma temporária, de acordo com a mídia estatal iraniana.

O que está acontecendo?

Trump anunciou no sábado que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Diferentemente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.

E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.

A CNN Internacional havia relatado anteriormente que Khamenei era um dos alvos da primeira onda de ataques contra o Irã, juntamente com outros líderes importantes.

Em resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

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