O novo líder supremo do Irã rejeitou as propostas de desescalada transmitidas a Teerã por intermediários, exigindo que Israel e os Estados Unidos sejam primeiro “subjugados”, disse um alto funcionário iraniano na terça-feira (17).
O aiatolá Mojtaba Khamenei realizou sua primeira sessão de política externa desde que foi nomeado líder supremo e adotou uma postura de vingança contra os EUA e Israel que foi considerada “muito dura e séria”, disse o funcionário, sem esclarecer se o líder participou presencialmente ou remotamente.
O alto funcionário, que pediu para não ser identificado, disse que dois países intermediários transmitiram propostas ao Ministério das Relações Exteriores do Irã para “reduzir as tensões ou estabelecer um cessar-fogo com os Estados Unidos“. O funcionário não forneceu mais detalhes sobre as propostas ou os países intermediários.
O líder supremo respondeu que não era “o momento certo para a paz até que os Estados Unidos e Israel se ajoelhem, aceitem a derrota e paguem indenizações”.
Khamenei tem a palavra final em todos os assuntos de Estado na República Islâmica. Nenhuma nova imagem dele foi divulgada desde sua escolha, há mais de uma semana, por uma assembleia clerical para substituir seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.
Alguns oficiais iranianos disseram que ele sofreu ferimentos leves nos ataques que mataram seu pai. Autoridades americanas sugeriram que os ferimentos foram graves.
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã entra em sua terceira semana, com pelo menos dois mil mortos e sem perspectiva de término. O Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado, com os aliados dos EUA rejeitando o pedido do presidente americano Donald Trump por ajuda para reabrir a importante via navegável, o que eleva os preços da energia e aumenta os temores de inflação.
Em sua primeira mensagem pública desde que foi escolhido, lida por uma emissora estatal de TV na semana passada, o novo líder supremo afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado como instrumento de pressão sobre os “inimigos do Irã”.
Três fontes disseram à Reuters em 14 de março que o governo Trump rejeitou os esforços de aliados do Oriente Médio para iniciar negociações diplomáticas com o objetivo de pôr fim à guerra com o Irã.