Jogos de Inverno: veterano britânico espera surpresa no slalom masculino

O veterano britânico do slalom Dave Ryding espera uma prova totalmente aberta na corrida olímpica desta segunda-feira (16) e aposta em um traçado mais “suave” para se despedir em grande estilo de sua quinta e última Olimpíada.

Aos 39 anos, Ryding — o esquiador britânico mais bem-sucedido da história da Copa do Mundo, após a vitória marcante em Kitzbuehel, em 2022 — chegou a Bormio nesta semana determinado a alcançar seu melhor resultado olímpico.

“Vai ser uma prova muito aberta na segunda-feira. Acho que veremos alguns nomes que vão surpreender. Espero ser um deles”, disse Ryding à Reuters. “Se as condições da neve forem boas, acredito que será uma corrida bem aberta e divertida de assistir.”

Embora a lendária pista Stelvio, em Bormio, seja conhecida pela dificuldade nas provas de downhill, o trecho utilizado para o slalom é relativamente plano em comparação com os traçados habituais da Copa do Mundo.

Ryding aprendeu a esquiar em uma pista de plástico em Pendle, no condado de Lancashire, e só competiu na neve de verdade aos 12 anos. Ele estreou em Olimpíadas nos Jogos de Vancouver 2010, e seu melhor resultado individual foi o nono lugar em Pyeongchang 2018.

O britânico acompanhou pela televisão, na última segunda, a perna de slalom da prova combinada por equipes, disputada no mesmo local da corrida desta segunda. Apesar disso, ele acredita que os armadores de portão devem endurecer o traçado, depois de muitos atletas classificarem o percurso como fácil.

“Assisti ao combinado por equipes e, com todo respeito à pista em que vou correr na segunda-feira — sem querer dar azar ou colocar algum tipo de ‘vodu’ nela —, é um traçado mais tranquilo do que aqueles em que normalmente competimos”, afirmou Ryding, conhecido como “The Rocket”.

“Fiquei pensando no que eles tinham armado. Não havia muitas mudanças de direção. Foi até surpreendente o quão simples estava o percurso.”

Ele pondera, porém, que o cenário deve mudar na prova oficial. “Imagino que não será exatamente assim, por se tratar do slalom oficial. Mas vamos ver.”

Segundo Ryding, em uma pista como essa, a experiência pode pesar menos do que em locais tradicionais como Wengen ou Kitzbuehel, conhecidos pelo relevo mais exigente. “Aqui é muito mais sobre esquiar a toda velocidade. Os mais jovens talvez tenham um pouco mais de agilidade do que a velha raposa”, brincou.

A Grã-Bretanha só teve um atleta no pódio olímpico do esqui alpino uma única vez: Alain Baxter terminou em terceiro no slalom dos Jogos de Salt Lake City 2002. No entanto, o bronze acabou sendo retirado posteriormente, após o atleta testar positivo para uma substância proibida.

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