Autoridades iranianas prenderam um homem de 37 anos por oferecer acesso irrestrito à internet através de um dispositivo Starlink na província de Fars, segundo a agência de notícias estatal ISNA.
Desde o início da guerra, o governo iraniano bloqueou a internet em todo o país, e a prisão ocorre enquanto o Irã entra na terceira semana de um apagão quase total de conectividade, de acordo com a organização de monitoramento da internet NetBlocks.
O governo já havia bloqueado o acesso à internet durante os protestos generalizados e a repressão aos manifestantes em janeiro.
A ISNA informou que a pessoa presa havia configurado uma rede usando um dispositivo Starlink e “equipamentos relacionados” para conectar iranianos em diversas províncias à internet sem a permissão do governo.
A Starlink, empresa de Elon Musk que oferece internet por meio de uma vasta rede de satélites, era uma das maneiras pelas quais os iranianos podiam se comunicar com o mundo exterior. Outras alternativas incluem redes virtuais privadas, ou VPNs.
Nem todos estão sujeitos à proibição da internet, no entanto. Usuários autorizados pelo governo ainda têm acesso, incluindo agências de notícias e redes de propaganda afiliadas e pertencentes ao Estado.
“Em relação ao acesso à internet, esforços foram feitos — levando em consideração as circunstâncias atuais — para fornecer recursos, principalmente para indivíduos que podem transmitir melhor a voz do país para o mundo”, disse a porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, à agência de notícias estatal IRNA no início desta semana.