Irã está aberto a negociações com os EUA, diz presidente do parlamento

O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse à CNN, durante uma entrevista exclusiva, que o país está pronto para negociar com os Estados Unidos, mas apenas se as conversas forem “genuínas”.

Ghalibaf acrescentou que, embora Teerã estivesse aberta a negociações, ele não acreditava que esse fosse “o tipo de conversa que o presidente dos EUA busca; ele só quer impor (sua vontade aos outros)”.

A entrevista de Ghalibaf ocorreu em meio ao aumento da presença militar americana no Oriente Médio e às ameaças do presidente Donald Trump de uma possível ação militar contra o Irã, após a brutal repressão de Teerã que matou milhares de manifestantes.

A CNN foi autorizada a entrar no país com permissão do governo para obter uma visão limitada do que está acontecendo em Teerã.

Questionado sobre o número de mortos divulgado, Ghalibaf disse que a culpa era de agentes estrangeiros por um “plano concebido inteiramente fora do país”.

Mais cedo, a agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos EUA, afirmou que pelo menos 5.858 manifestantes morreram, enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Irã estima em 2.427 “civis” e 690 “terroristas” mortos.

Prometendo julgamento rápido dos envolvidos nas mortes dos manifestantes, ele alertou que o governo “nunca recuaria na busca por vingança pelo sangue” dos quase 300 agentes de segurança que, segundo ele, foram mortos nos protestos.

Embora Ghalibaf tenha admitido que “existem problemas econômicos no país, alguns dos quais podem ter sido causados ​​por má gestão”, ele rapidamente atribuiu a culpa às “pressões tirânicas” das sanções americanas.

Em relação ao aumento da presença militar dos EUA na região, Ghalibaf alertou Washington de que o Irã retaliaria caso fosse atacado, colocando milhares de militares americanos em risco.

“Talvez o Sr. Trump possa começar uma guerra, mas ele não tem controle sobre (como ela termina)”, disse o presidente do parlamento.

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