Governo vê efeitos da guerra com o Irã concentrados em commodities

A equipe econômica vê impactos indiretos da guerra com o Irã no Brasil. Na avaliação de interlocutores ouvidos pelo CNN Money, há três pontos a serem ponderados no conflito.

  • Freio de investimentos e comércio associados à instabilidade geopolítica;
  • Preço de petróleo;
  • Repercussão da inflação global. 

O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que aconteceu no último sábado (28), afetou diretamente os contratos futuros de petróleo, que dispararam durante a manhã desta segunda-feira (2). 

Por um lado, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera que o Brasil pode se beneficiar do cenário por ser um importante produtor de petróleo. Em contexto de maior escassez do produto por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, o Brasil pode passar a se tornar mais relevante no comércio global. 

Por outro, o Brasil também importa petróleo, o que pode gerar um impacto negativo diante do efeito no preço de commodities que são importantes para o país, como fertilizantes. 

Em janeiro, o Brasil produziu 5,168 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) de petróleo e gás natural, segundo dados ANP (Agência Nacional de Petróleo). 

Como o Irã é um dos maiores produtores de petróleo do mundo, um conflito militar prolongado que envolva todo o Oriente Médio implicaria em aumento dos preços do petróleo, elevação dos preços da gasolina e inflação global. 

A relação comercial entre o Brasil e o Irã movimentou quase US$ 3 bilhões em 2025 e está concentrada em commodities agrícolas. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao Irã.

No ano passado, as exportações brasileiras ao país somaram cerca de R$ 2,9 bilhões, o equivalente a 0,84% do total. Do lado das importações, o Brasil comprou aproximadamente US$ 84 milhões em produtos iranianos. Fertilizantes e adubos representaram cerca de 79% do total, além de frutas secas como pistaches e uvas-passas.

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