O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2026, enviado nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional, traz como estimativas do governo uma taxa básica de juros em 13,11% e um crescimento de 2,44% do PIB (Produto Interno Bruto) para o próximo ano.
Neste ano, pela última estimativa do Ministério da Fazenda, a expectativa é de um crescimento econômico de 2,5%. Se a projeção se confirmar, o país deve crescer menos no ano que vem.
Sobre a Selic, atualmente a taxa está em 15% e o Banco Central estima apenas manter a taxa neste patamar até o fim do ano. No relatório Focus desta semana, analistas de mercado ouvidos pela autarquia apontam uma perspectiva para a taxa básica de juros em 12,50% no fim de 2026.
As estimativas também preveem inflação de 3,6% medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Já os analistas de mercado são menos otimistas e apontam uma projeção de 4,33% ao fim do ano.
O governo também prevê a taxa de câmbio média em R$ 5,76 e o preço médio do barril de petróleo a US$ 64,93 no final de 2026.
Segundo o governo, a combinação de crescimento moderado e juros ainda elevados servirá de base para a arrecadação e o cumprimento da meta fiscal de superávit primário de R$ 34,3 bilhões (0,25% do PIB).