As despesas do governo com o BPC (Benefício de Prestação Continuada) cresceram 9,1% em 2025, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados nesta quinta-feira (29).
De janeiro a dezembro, os gastos contabilizados para o pagamento do benefício somaram R$ 129 bilhões. Em 2024, o montante foi de R$ 118,3 bilhões.
De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, apesar de ter havido uma desaceleração em relação ao crescimento observado na passagem de 2023 para 2024, a trajetória dos custos do BPC preocupam a equipe econômica.
Para conter alta explosiva do BPC, o Ministério da Fazenda e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) prepararam uma resolução apertando os critérios de concessão do benefício.
A partir de março, a concessão de benefício assistencial a pessoas com deficiência dependerá de avaliação biopsicossocial mesmo quando feita por ordem judicial. Atualmente, o Poder Judiciário concede o benefício com base apenas em avaliação médica.
De acordo com Ceron, o crescimento das despesas com benefícios previdenciários também preocupa a equipe econômica, que quer fechar 2026 com superávit de 0,25% do PIB. No ano passado, os gastos com o pagamento de benefícios previdenciários subiu 4,1%, ao superar R$ 1 trilhão.