A atriz Gabriela Duarte, 51, prestou homenagem ao legado de Manoel Carlos, 92, um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, que morreu no último sábado (10), aos 92 anos.
Em entrevista à CNN Brasil neste domingo (11), a artista refletiu sobre a importância do escritor responsável por clássicos que marcaram a cultura nacional e como o trabalho ao lado dele transformou sua trajetória profissional.
Gabriela destacou especialmente sua experiência ao interpretar Eduarda na novela “Por Amor” (1977), personagem que ela considera o grande acontecimento de sua carreira como atriz.
“Eu era muito jovem quando recebi a missão de encarnar a Eduarda. E ele confiou em mim. Eu sinto que houve ali uma confiança muito grande da parte dele”, relembrou ela, que na época tinha 21 anos.
Uma personagem controversa e transformadora
A atriz contou ainda como a personagem despertou reações diversas no público e continua gerando debates mesmo tantos anos após a exibição da novela.
“Ela despertou reações muito diferentes entre as pessoas. E mesmo hoje ela continua levantando essas questões”, comentou Gabriela, ressaltando que Manoel Carlos sempre trabalhou com conflitos sociais, mulheres fortes e temas complexos como o alcoolismo, abordados de forma humana e acessível.
“Minha vida teria sido completamente diferente se eu não tivesse feito Eduarda e se esse presente não me tivesse sido dado pelo Maneco, com certeza”, afirmou a atriz, usando o apelido carinhoso pelo qual o autor era conhecido. Ela também relembrou sua surpresa ao descobrir que a abertura da novela incluiria fotos de seu arquivo pessoal, o que aumentou seu senso de responsabilidade com o trabalho.
Um legado que transcende fronteiras
Sobre o impacto internacional do trabalho de Maneco, Duarte revelou um fato: “‘Por Amor’ é uma novela que faz muito sucesso na Rússia. É de uma humanidade tão grande que a Rússia também é uma grande admiradora do trabalho do Maneco”. Segundo a atriz, ela e outros colegas são reconhecidos no país, demonstrando o alcance global das obras do autor.
“Eu tenho certeza absoluta que o Maneco está absolutamente eternizado nas nossas vidas, nos nossos corações. O público pode agradecer eternamente a esse legado que ele está deixando para todos nós, brasileiros, e para o mundo”, concluiu Gabriela, expressando sua gratidão.