Fomos penalizados por ser independentes, diz fundador da Reag em CPI

O fundador da Reag, João Carlos Falbo Mansur, afirmou nesta quarta-feira (11) que a empresa foi penalizada por ser “grande e independente”. Ele foi ouvido em depoimento na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado do Senado.

“Acho que a gente acabou sendo penalizado por ser grande e independente. Nosso mercado penaliza o independente”, declarou. Mansur e a Reag são investigados no esquema de fraudes do Banco Master, que era cliente da Reag.

No ano passado, a Reag foi alvo da operação Carbono Oculto e neste ano foi alvo da operação Compliance Zero, que mira a fraude financeira do Master. Na reunião, Mansur negou haver ligação da Reag com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e afirmou que o Master era um cliente como qualquer outro.

Segundo ele, a empresa tinha uma equipe “forte” de compliance e “operações muito claras e muito transparente”. Ele detalhou que a Reag chegou a ter 800 funcionários com cerca de 300 fundos e investidores “qualificados”.

“Não éramos, nunca fomos empresas de fachada, não temos investidores ocultos. É um partnership, ou seja, vários sócios, várias pessoas. Eu fundei a companhia, eu era presidente do Conselho de Administração. Eu já não sou diretor da companhia há alguns anos”, disse.

Inicialmente, o empresário afirmou que ficaria em silêncio na oitiva. No início de março, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), assegurou habeas corpus ao ex-dirigente da Reag com o direito ao silêncio em relação a fatos que possam implicar sua autoincriminação.

Na reunião do colegiado, o advogado José Luis Oliveira Lima destacou que Mansur foi indiciado em três procedimentos e, por isso, utilizaria o direito constitucional de permanecer calado. Após o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-SE), insistir, Mansur decidiu fazer breve fala e responder algumas perguntas.

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