FMI: demanda por novas habilidades e IA estão alterando mercado de trabalho

As escolhas de políticas públicas determinarão se trabalhadores e empresas estarão adequadamente preparados para a revolução da IA (inteligência artificial) e as novas habilidades demandadas pelo mercado de trabalho.

É o que mostra um estudo do FMI (Fundo Monetário Internacional) sobre novos empregos na era da IA, divulgado nesta quarta-feira (14) e que destaca como essas transformações podem incrementar os ganhos em produtividade.

De acordo com o relatório, a utilização de novas habilidades por parte dos trabalhadores será crucial para encontrar ou manter um emprego.

“Nossa análise mais recente revela a dimensão da demanda por novas competências: uma em cada 10 vagas anunciadas em economias avançadas e uma em cada 20 em economias de mercados emergentes já exige pelo menos uma nova habilidade”, diz o FMI.

“Cargos profissionais, técnicos e gerenciais apresentam a maior demanda por novas habilidades, especialmente em TI”.

Assim, o documento afirma que os países devem adotar políticas para ajudar os trabalhadores a se adaptarem, adquirirem novas habilidades e permanecerem ativos no mercado de trabalho, além de ampliar sua mobilidade por meio de moradia acessível e arranjos de trabalho flexíveis.

A análise do FMI baseia-se em uma combinação de fontes de dados internacionais, que vão desde países avançados a emergentes.

Para o Brasil, o documento destaca que o país se encaixa ao lado de México e Suécia como nações com alta demanda por novas competências, mas oferta relativamente baixa.

“Esses países precisam investir em capacitação e garantir uma melhor formação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Também podem precisar terceirizar atividades ou depender de trabalhadores estrangeiros com essas habilidades”, acrescenta.

O FMI ainda ressalta que, quando setores demandam, novas habilidades se expandem, podem gerar renda e efeitos de transbordamento que elevam o emprego e os salários.

“O sucesso dependerá de passos ousados tomados agora: investir em habilidades, apoiar os trabalhadores durante as transições de emprego e manter os mercados competitivos para que a inovação beneficie a todos”, pontua.

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