Exportações de frango do RS recuam em 2025 após impacto da gripe aviária

As exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul registraram leve retração em 2025, reflexo direto dos impactos sanitários causados pelo caso de Influenza Aviária identificado no Estado em 15 de maio de 2025. De acordo com dados divulgados pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), os embarques somaram 686,3 mil toneladas, queda de 0,77% em relação a 2024. A receita acompanhou o movimento, totalizando US$ 1,24 bilhão, recuo de 1,35% na comparação anual.

Segundo o setor, os números refletem principalmente os embargos impostos por mercados internacionais, com destaque para a China, após o foco de gripe aviária.

“A interrupção das vendas para a China foi determinante para o resultado. Caso esse mercado tivesse sido retomado, o Estado teria fechado o ano com crescimento, ainda que modesto”, destacou o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos.

Além do desafio sanitário, a avicultura gaúcha também enfrentou eventos climáticos extremos ao longo do último ano, como as enchentes que atingiram diversas regiões produtoras. Ainda assim, o setor ressaltou a atuação conjunta com órgãos oficiais e instituições parceiras como fator decisivo para preservar a estabilidade da cadeia produtiva.

Mesmo com a retração nas exportações, a produção seguiu em alta. Em 2025, o Rio Grande do Sul abateu cerca de 808 milhões de aves, aumento de 1,5% sobre o ano anterior, e produziu aproximadamente 1,8 milhão de toneladas de carne de frango. Com esses números, o Estado manteve a posição de terceiro maior produtor e exportador da proteína no Brasil.

O mercado de ovos também foi impactado pelas restrições comerciais. As exportações caíram 3,91%, para 6,2 mil toneladas, mas o faturamento avançou de forma expressiva, alcançando US$ 23,6 milhões, alta de 39,1% frente a 2024. O resultado positivo foi impulsionado pela valorização dos preços no mercado internacional.

Para 2026, o setor avícola gaúcho trabalha com uma perspectiva mais otimista. Mantidas as condições sanitárias favoráveis e sem a ocorrência de novos eventos climáticos severos, a projeção é de crescimento entre 3% e 4% nas exportações de carne de frango e de avanço entre 10% e 20% nos embarques de ovos.

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