A Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve, por unanimidade, a condenação do ex-médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra a 30 anos de prisão por estupro de vulnerável contra duas pacientes durante procedimentos de parto.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (24) pelos desembargadores da 2ª Câmara Criminal, que negaram recurso da defesa contra a sentença proferida em junho de 2025 pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti.
Os magistrados também mantiveram o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil para cada vítima. Em seu voto, o magistrado destacou a gravidade dos atos praticados e afirmou que os crimes afrontaram a dignidade das vítimas, traumatizaram a sociedade e macularam a imagem da classe médica.
“É um verdadeiro cenário de desumanização”, afirmou, ao sustentar que a sentença não merecia reparos.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os crimes ocorreram em 10 de julho de 2022, durante duas cirurgias de parto realizadas no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Ele está preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona Oeste do Rio, desde esta época, quando foi filmado estuprando uma paciente durante cirurgia de parto no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João do Meriti, na Baixada Fluminense.
Em março de 2023, ele teve o registro profissional de médico cassado definitivamente pelo Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro).
Segundo a acusação, além da anestesia, o então médico teria administrado substâncias para sedar as parturientes e, posicionando-se de forma a não ser visto pelos demais integrantes da equipe cirúrgica, praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal contra as pacientes, que estavam impossibilitadas de oferecer resistência.