EUA podem remover sanções a petróleo iraniano em navios-tanque, diz Bessent

Os Estados Unidos podem em breve suspender as sanções ao petróleo iraniano retido em navios-tanque no mar, disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, nesta quinta-feira (19), enquanto Washington busca conter a disparada dos preços devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

“Nos próximos dias, poderemos suspender as sanções ao petróleo iraniano que está ancorado no mar. São cerca de 140 milhões de barris”, disse Bessent ao programa “Mornings with Maria” da Fox Business Network.

Ele afirmou que a liberação do petróleo iraniano sancionado para o mercado global ajudaria a manter os preços do petróleo baixos pelos próximos 10 a 14 dias.

Os preços do petróleo têm se mantido acima de US$ 100 por barril durante grande parte das últimas duas semanas, enquanto o Irã fechava o Estreito de Ormuz à navegação e atacava petroleiros.

O Departamento do Tesouro adotou recentemente uma medida semelhante para permitir temporariamente a venda de petróleo russo sancionado que estava retido em navios-tanque, o que, segundo Bessent, adicionou cerca de 130 milhões de barris à oferta global.

Uma fonte familiarizada com o planejamento do Departamento do Tesouro disse que, se o governo Trump aliviar as sanções ao petróleo iraniano, uma opção seria uma isenção semelhante à usada para o petróleo russo, permitindo a venda de petróleo bruto já retido no mar e limitada a um curto período de tempo.

“Uma possível isenção poderia acelerar o desvio do petróleo já destinado à China para os mercados globais de forma mais ampla, ajudando a garantir o abastecimento adequado e a diminuir a influência do Irã sobre o Estreito de Ormuz”, disse a fonte, que não estava autorizada a falar publicamente e falou sob condição de anonimato.

Bessent afirmou que os EUA tomariam outras medidas para aumentar a oferta de petróleo, incluindo a liberação unilateral de estoques da Reserva Estratégica de Petróleo, além da liberação conjunta coordenada do G7 de 400 milhões de barris na semana passada.

Ele afirmou que o Tesouro “absolutamente não” tentaria intervir nos mercados futuros de petróleo, mas tomaria medidas para aumentar a oferta física a fim de compensar o déficit de 10 a 14 milhões de barris por dia causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

“Para que fique claro, não estamos intervindo nos mercados financeiros. Estamos abastecendo os mercados físicos”, disse Bessent.

O presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, por “realmente estar à altura da situação” em relação ao Irã.

O Japão juntou-se às principais nações europeias ao afirmar que tomaria medidas para estabilizar os mercados de energia e aderiria às “medidas apropriadas” para garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.

Bessent disse à Fox Business que a marinha japonesa possui alguns dos melhores navios caça-minas e capacidades de detecção de minas, e que acreditava que o Japão liberaria mais de suas grandes reservas de petróleo para abastecer o mercado petrolífero pressionado.

Ele afirmou que a China se tornou um fornecedor “pouco confiável” de produtos refinados, pois parou de exportar combustível de aviação e outros produtos para outros países da Ásia.

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