EUA dizem que tentaram “todas as opções legais” antes da captura de Maduro

Os Estados Unidos afirmaram que esgotaram todas as alternativas legais para resolver de forma pacífica a questão da Venezuela antes da captura do líder de Nicolás Maduro.

Segundo um comunicado conjunto do Departamento de Justiça, do FBI (a agência federal de investigações dos EUA) e da Agência Antidrogas dos EUA, essas tentativas foram rejeitadas antes da operação que levou Maduro à custódia americana, onde será julgado por acusações de assassinato e tráfico de drogas.

O governo americano declarou ainda que a ação “reforça o compromisso dos Estados Unidos com a responsabilização criminal, o respeito ao Estado de Direito e a proteção da segurança nacional”.

A ação surpreendente dos EUA foi resultado de meses de planejamento com ensaios detalhados para a realização de uma das operações militares mais complexas do país.

O Departamento de Justiça destacou que a operação foi necessária após a recusa, por parte dos envolvidos, em interromper as atividades criminosas.

Mortes na operação

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou que “grande parte” da equipe de segurança do presidente deposto Nicolás Maduro foi morta na operação.

A operação resultou no “assassinato a sangue frio de grande parte de sua equipe de segurança, soldados e civis inocentes”, disse López em um pronunciamento em vídeo.

Os militares americanos feridos durante uma operação para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sofreram ferimentos leves e estão em condição estável e considerada boa, segundo informou um alto funcionário da Casa Branca à CNN.

Captura de Maduro

O ditador venezuelano foi transferido para o Centro de Detenção Metropolitano na cidade de Nova York.

Descrito como “repugnante” e com condições “horripilantes”, o centro é conhecido por suas condições precárias, falta crônica de pessoal, violência entre os detentos e frequentes apagões.

Donald Trump, presidente dos EUA, publica foto na rede social Truth Social do que parece ser Nicolas Maduro a bordo do USS Iwo Jima após captura do ditador na Venezuela • @realDonaldTrump
Donald Trump, presidente dos EUA, publica foto na rede social Truth Social do que parece ser Nicolas Maduro a bordo do USS Iwo Jima após captura do ditador na Venezuela • @realDonaldTrump

Ele é o único centro correcional federal que atende a cidade de Nova York após o fechamento do complexo de Manhattan depois da morte do financista multimilionário e acusado de tráfico sexual Jeffrey Epstein em 2019.

Maduro deve comparecer a um tribunal federal de Manhattan na próxima semana para responder por acusações de tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

Situação da Venezuela

A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos abre um cenário de incertezas para o futuro político da Venezuela. Em entrevista à CNN, o professor de Relações Internacionais Alexandre Coelho analisou os possíveis desdobramentos desta situação e as implicações geopolíticas para o país sul-americano.

Segundo o especialista, um dos cenários possíveis é a manutenção da estrutura de poder atual, porém com novos protagonistas.

Na análise do professor, a Venezuela poderia ter uma face externa representada por Delcy Rodríguez, que estaria em conversação com o governo americano, enquanto internamente a estrutura seria mantida por Diosdado Cabello.

O especialista destacou que o interesse pelo petróleo venezuelano parece ser uma motivação central na operação americana. A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, com aproximadamente 302 bilhões de barris.


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