Laura Dogu, a principal enviada dos EUA para a Venezuela, chegou neste sábado (31) a Caracas, enquanto os dois países retomam gradualmente as relações bilaterais, interrompidas em 2019 pelo ditador venezuelano Nicolás Maduro.
Em uma publicação no Telegram, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, afirmou que sua visita tem como objetivo “estabelecer um roteiro sobre questões de interesse bilateral”.
Ele acrescentou que o foco das conversas será a resolução das diferenças existentes por meio do diálogo diplomático, com base no entendimento mútuo e no direito internacional.
Dogu, que anteriormente atuou como embaixadora em Honduras e na Nicarágua, escreveu na rede social X que havia chegado à Venezuela e que “minha equipe e eu estamos prontos para trabalhar”.
A chegada da enviada especial também ocorre depois que o secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA estabeleceriam uma presença diplomática na Venezuela “muito rapidamente”.
No início desta semana, o Departamento de Estado dos EUA informou ao Congresso que planeja usar uma “abordagem faseada” para potencialmente retomar os serviços na embaixada, o que poderia incluir a abertura de uma instalação temporária.
Os Estados Unidos capturaram Maduro em 3 de janeiro e o levaram para Nova York para ser apresentado a um tribunal sob acusações de narcoterrorismo.
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, afirmou desde então que busca avançar em direção a “relações internacionais equilibradas e respeitosas” com os Estados Unidos.
Os dois países chegaram a um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para os Estados Unidos, e na sexta-feira (30) Rodríguez anunciou uma proposta de “lei de anistia” para centenas de presos no país.
Ela também afirmou que o centro de detenção Helicoide, em Caracas, seria transformado em um centro de esportes e serviços sociais.