Com o lançamento dos quatro primeiros episódios da temporada final de “Stranger Things“, o público assistiu reviravoltas e novidades na vida dos moradores de Hawkins. Em entrevista à Variety, Ross e Matt Duffer, criadores da série, elucidaram algumas dúvidas sobre o final do 1º volume.
Alerta de spoiler: o texto a seguir contém spoilers da 5ª temporada de “Stranger Things”
O bloco de capítulos terminou de forma bastante desesperançosa para todas. O plano de salvar as crianças do sequestro de Vecna/Henry/ Um (Jamie Campbell Bower) falha com a vinda do vilão ao mundo real — momento em que ele protagoniza uma verdadeira chacina no acampamento militar MAC-Z. Henry busca sua presa original, Will (Noah Schnapp), e o controla, dizendo: “Você consegue vê-los, William? Consegue ver as crianças? Sabe por que eu as escolhi para remodelar o mundo? Porque elas são fracas. Fracas de corpo e mente.” Enquanto isso, os Demogorgons sequestram os pequenos para o Mundo Invertido.
“E você, Will, você foi o primeiro. Você se quebrou tão facilmente. Você me mostrou o que era possível, o que eu poderia alcançar. Algumas mentes, como se vê, simplesmente não pertencem a este mundo. Elas pertencem ao meu”, conclui o vilão. Quando as criaturas estão prestes a acabar com a vida de Robin (Maya Hawke), Mike (Finn Wolfhard) e Lucas (Caleb McLaughlin), em uma reviravolta, Will consegue acessar a mente coletiva e controlar os monstros, matando-os com seus poderes mentais.
“(Will e Onze) têm poderes diferentes, porque ele consegue canalizar os poderes de Vecna, mas todos estão relacionados, pois o vilão e Onze têm habilidades parecidas”, explica Ross Duffer. “Os poderes não estão dentro de Will. Ele usa os de Vecna, como se manipulasse marionetes.”
“Ele consegue manipular qualquer coisa dentro da colmeia, e é assim que controla os monstros. Por isso, ele não consegue abrir uma porta, porque ela não faz parte da mente coletiva”, acrescenta Matt. O criador diz que o rapaz só adquiriu a habilidade por ter sido raptado e conectado ao Mundo Invertido, em razão da proximidade com as criaturas, que estão interligadas entre si e com Vecna. Os irmãos relembram que isso já havia acontecido na segunda temporada, quando, ainda criança, ele é manipulado por Henry Creel para fazer o que deseja.
Sobre o florescer dos poderes só agora, após muitos anos sendo vítima dos acontecimentos do Mundo Invertido, Ross afirma: “Parte disso se baseia na mitologia, no sentido de que a mente coletiva está mais próxima do que nunca para ele. Mas a maior parte do que discutimos foi sobre como Will mudou.”
O despertar do adolescente é construído nos episódios a partir de um diálogo com Robin, em que ela o aconselha a se aceitar, contando como entendeu e abraçou sua própria sexualidade. Além disso, Mike relembra os acontecimentos do passado e sugere a Will que ele poderia virar a mesa em relação a Vecna. “Acho que a questão era se, ao menos começando a se aceitar como é, isso lhe daria a força necessária para acessar esses poderes.”
Sobre os episódios que encerram “Stranger Things”, os irmãos dizem que Vecna “menospreza Will” e, por isso, o deixa para ser devorado por suas criaturas. “Ele o enxerga da mesma forma que tantos outros o viram ao longo de sua vida: como fraco, como alguém que não era nada, como incapaz de realizar algo grandioso. Então, ele o subestima completamente naquele momento. Se isso vai acontecer de novo, vocês terão que assistir ao Volume 2”, conclui Matt. Veja quando a estreia o próximo bloco de episódios.