O déficit das empresas estatais federais atingiu um nível recorde, registrando o pior resultado desde 2012, segundo dados do Banco Central. A economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, afirma, durante participação no WW, que a situação é agravada pela falta de transparência na gestão dos gastos das estatais e no uso das empresas para fins políticos.
“O rombo das estatais reflete a gestão deste governo em todos os seus gastos”, declara a economista. Para ela, a administração do presidente Lula (PT) é caracterizada pelo aumento do gasto desenfreado.
Falta de transparência nas estatais
Um dos aspectos mais preocupantes apontados pela economista é a falta de transparência na gestão das empresas estatais. Diferentemente do orçamento público, onde há uma dotação orçamentária detalhada e maior controle sobre a destinação dos recursos, as estatais operam com menor visibilidade em suas operações.
Rafaela detalha que as empresas estatais possuem maior autonomia na determinação de benefícios para funcionários, contratações e investimentos, o que dificulta o acompanhamento e fiscalização dos gastos. Esta independência, combinada com a falta de transparência, torna o cenário ainda mais complexo do ponto de vista da gestão pública.
A situação dos Correios foi destacada como exemplo dessa problemática. “É muito grave esse rombo constante das estatais. Não há nenhuma solução à vista para os Correios, por exemplo”, conclui a economista, relembrando que havia uma proposta de privatização ao final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).