Duas pessoas foram presas na manhã desta sexta-feira (6) durante uma operação que investiga um esquema de fraudes bancárias com prejuízos que ultrapassam R$ 500 mil para instituições financeiras, entre elas a Caixa Econômica Federal.
Segundo o Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em conjunto com a Polícia Federal, além das prisões foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Itabuna e Entre Rios.
De acordo com as apurações, o grupo abriu 17 contas bancárias usando documentos falsos em agências localizadas nos municípios de Conceição do Coité, Prado e Valença, além de São Paulo. O objetivo era obter empréstimos fraudulentos, movimentar os valores e dificultar o rastreamento do dinheiro.
A ação, batizada de “Amêndoa Negra”, contou com apoio apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude (Cefra), da Caixa Econômica Federal. A partir do monitoramento das movimentações financeiras, a PF conseguiu identificar parte do grupo beneficiado com os recursos desviados.
Ainda segundo os investigadores, o nome “Amêndoa Negra” faz referência à forma de atuação do grupo. A metáfora passa a ideia de algo protegido por uma “casca” que dificulta o acesso. Nesse esquema, as fraudes eram escondidas por meio de contas de passagem, uso de laranjas e camadas de ocultação do dinheiro. Os investigados podem responder por associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.