Dono de adega que teria vendido gin com metanol à venezuelana é preso em SP

A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) prendeu o dono da adega onde uma venezuelana de 15 anos comprou bebidas antes de morrer, em um possível caso de intoxicação por metanol, ainda sob investigação. A prisão aconteceu na tarde desta segunda-feira (5), em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista.

Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o homem foi preso por ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício.

Ainda na segunda, a polícia chegou a apreender bebidas destiladas da adega. Durante a ação, os policiais recolheram diferentes tipos de bebidas, entre elas gin, vodca, uísque e rum. No local, a polícia ainda apreendeu 17 caixas com fogos de artifício.

A pasta afirma que pediu a conversão da prisão do homem em preventiva e que as investigações do caso continuam em andamento para esclarecer a morte da jovem.

Morte após ingestão de bebida em adega

A jovem Sofia Del Valle Torrealba Ramos morreu após ingerir bebida alcoólica em uma adega localizada na Rua Alfonso Asturaro, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.

Sofia passou mal ao retornar para casa na manhã do dia 1º de janeiro e morreu dois dias depois, no sábado (3), após ser internada em uma unidade de saúde da região.

A adolescente havia saído durante a madrugada para comemorar o Ano Novo com amigos e uma prima de 13 anos. Segundo a apuração policial, as duas compraram gin na adega e consumiram a bebida com outros jovens.

Após a compra da bebida, as jovens teriam ido à casa de um amigo, onde estavam outros adultos, incluindo uma mulher conhecida da adolescente. No local, uma das pessoas portava um recipiente branco com substância não identificada e teria oferecido o conteúdo à prima de Sofia, que recusou. Não há confirmação, até o momento, de que a adolescente tenha ingerido a substância.

De forma preliminar, a causa da morte foi apontada como possível intoxicação por metanol, associada a disfunção renal e acidose metabólica. Diante da ausência de uma causa natural evidente e da suspeita de ingestão de substância externa, a polícia classificou o caso, inicialmente, como morte suspeita.

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