A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informou nesta sexta-feira (6), que pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que investigue “a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos”.
Conforme antecipou a analista da CNN, Clarissa Oliveira, os advogados do empresário prepararam um plano para investigar os vazamentos as conversas mantidas pelo banqueiro. Parte do conteúdo coletado pela Polícia Federal no celular de Vorcaro veio a público na última quarta-feira (4).
Parte dos diálogos se refere a conversas pessoais mantidas pelo banqueiro com a ex-namorada, a influencer Martha Graeff.
A defesa do dono do Banco Master pediu ainda “que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos”.
Os advogados destacaram que o objetivo não é investigar jornalistas, “mas apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever”.
Encontros com Moraes
A nota cita que foram vazadas, inclusive, “conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros”, mencionando “supostos diálogos com autoridades” e “até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, talvez editadas e tiradas de contexto”.
A PF identificou mensagens em que Vorcaro relata ter tido dois encontros com alguém identificado como “alexandre moraes”, em abril de 2025.
Os diálogos não deixam claro se se tratava do ministro do STF, Alexandre de Moraes. A informação consta em conversas ocorridas em abril de 2025 entre o banqueiro e Martha Graeff. Veja o diálogo:
Vorcaro aparece em uma das mensagens informando à então namorada que iria se encontrar com alguém com nome semelhante ao do ministro do STF: “Tô indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa”, consta na mensagem.
Martha Graeff responde em seguida: “Como assim amor / Ele está em Campos??? / Ou foi para te ver?”. O banqueiro responde: “Ele tá passando feriado”.
Ainda segundo a apuração, Vorcaro mencionou o mesmo nome em uma nova conversa com a noiva no dia 29 de abril, às 22h48. Na troca de mensagens, o empresário escreve “to aqui em casa” e, em seguida, realiza uma chamada de vídeo. Após o término da ligação, Martha pergunta: “Quem era o primeiro cara”.
A resposta de Vorcaro é: “Alexandre moraes”. A namorada responde: “Morri” e continua: “Ele gostou da casa amor!?? Tá muito mais astral.” O banqueiro responde: “Sin / Falou que e bem melhor / E ele adorava o apto”.
Na sequência, Martha comenta: “Falou para agradar / Que vergonha eu tava de pijama”.
À CNN, a assessoria do STF disse que o Moraes não irá comentar.
Leia a íntegra da nota
A defesa de Daniel Vorcaro informa que solicitou ao Supremo Tribunal Federal a instauração de investigação para apurar a origem dos sucessivos vazamentos de informações sigilosas provenientes dos telefones celulares apreendidos no curso da investigação.
O espelhamento dos dados dos aparelhos apreendidos foi entregue à defesa apenas no dia 3 de março de 2026 e o HD foi imediatamente lacrado na presença da autoridade policial, dos advogados e de tabelião, para preservar o sigilo das informações.
Apesar disso, diversas mensagens supostamente extraídas desses aparelhos passaram a ser divulgadas por veículos de imprensa nos últimos dias, mesmo sem que a própria defesa tenha tido acesso ao conteúdo do material. Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF, Alexandre de Moraes, talvez editadas e tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação.
Diante da gravidade da situação, a defesa requereu que seja instaurado inquérito para identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos.
A defesa ressalta que o objetivo do pedido não é investigar jornalistas ou terceiros que eventualmente tenham recebido informações, mas apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever.