A Defesa Civil do Estado de São Paulo ampliou, nesta terça-feira (10), para 45 o número de municípios em estado de atenção para risco de deslizamentos de terra, após o grande índice de chuva registrado nas últimas 72 horas. O solo encharcado aumentou o risco de ocorrências, especialmente em áreas de encosta e regiões previamente classificadas como vulneráveis.
A mudança de nível segue os protocolos do Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil, que opera entre os meses de dezembro e março, período marcado por ser o mais volumoso no estado.
O plano prevê quatro níveis operacionais (observação, atenção, alerta e alerta máximo), definidos a partir da análise do volume de chuva, da previsão meteorológica, de vistorias em campo e do registro de ocorrências.
De acordo com a Defesa Civil, o nível de atenção aponta possibilidade de deslizamentos e exige cuidado reforçado das autoridades e da população. Neste estágio, os municípios devem intensificar vistorias em áreas de risco, manter monitoramento permanente das condições do solo, reforçar ações de conscientização e deixar equipes e recursos em prontidão para uma eventual elevação do nível de alerta.
Veja os municípios em atenção:
- São Paulo; Caieiras; Francisco Morato; Franco da Rocha; Mairiporã; Santana de Parnaíba; Bertioga; Guarujá; Aparecida; Caçapava; Caraguatatuba; Cunha; Jacareí; Lagoinha; Lorena; Monteiro Lobato; Redenção da Serra; São José dos Campos; São Sebastião; Taubaté; Ubatuba; Campos do Jordão; Santo Antônio do Pinhal; São Bento do Sapucaí; São Luiz do Paraitinga; Iperó; Laranjal Paulista; Mairinque; Salto; Amparo; Atibaia; Bom Jesus dos Perdões; Bragança Paulista; Cabreúva; Campinas; Campo Limpo Paulista; Cordeirópolis; Indaiatuba; Joanópolis; Jundiaí; Monte Mor; Morungaba; Nazaré Paulista; Pedreira e Piracaia.
A Defesa Civil de SP informou que segue monitorando continuamente as condições meteorológicas e mantém articulação com as defesas civis municipais para antecipar riscos e reduzir danos. Moradores de áreas vulneráveis devem ficar atentos a sinais como rachaduras no solo, trincas em paredes, inclinação de árvores ou postes e estalos em encostas.
Em caso de risco iminente, a orientação é deixar o local imediatamente e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
Alerta para o Carnaval
De acordo com a Climatempo, após dias de chuva no Sudeste, Centro-Oeste e em partes do Norte por causa da atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), o período do Carnaval, entre 14 e 17 de fevereiro, deve ter um padrão típico de verão em grande parte do país: calor, períodos de sol e pancadas de chuva, principalmente à tarde e à noite.
No entanto, a passagem de uma frente fria pelo Sul do Brasil deve aumentar o risco de temporais na região.
Entre os principais alertas para o período estão:
- Pancadas de chuva e temporais, com risco de alagamentos e raios;
- Ventos fortes, que podem causar transtornos em eventos externos;
- Ressaca marítima, com agitação do mar em trechos do litoral;
- Temperatura mais amena no Sul, por causa da nebulosidade e da chuva frequente;
- Calor intenso em outras regiões, aumentando o risco de desidratação.
Veja a previsão do tempo para o Carnaval
Região Sul
A região enfrentará uma passagem de uma frente fria pelo litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre os dias 13 e 14 de fevereiro, além da intensificação de uma área de baixa pressão sobre o RS entre os dias 15 e 16. O evento climático deve manter o tempo instável durante o carnaval.
No RS, há risco de chuva forte com raios quase todos os dias, com temperatura mais amena no sul do estado no sábado (14) e na madrugada de domingo (15), devido à entrada de ar frio de origem polar.
Em SC, a chuva deve começar já na sexta-feira (13), com aumento da instabilidade no litoral e risco de volumes elevados. O tempo segue instável no domingo (15), e na segunda (16) e terça-feira (17) o sol aparece em alguns períodos, mas as pancadas voltam à tarde e à noite.
No PR, o interior e a Grande Curitiba devem ter sol pela manhã e início da tarde, com pancadas de chuva à tarde e à noite, que podem ser moderadas a fortes, especialmente no sudoeste e no sul do estado. O carnaval será abafado em todo o Paraná.
Região Sudeste
Após a sequência de dias chuvosos provocados pela ZCAS, a atuação da Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul tende a reduzir a nebulosidade.
O carnaval deve ser de muito sol na maior parte da região, mas o calor favorece pancadas de chuva típicas de verão no fim da tarde e início da noite. A maior chance é em São Paulo, no Triângulo Mineiro, no sul de Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Há ainda a possibilidade de formação de uma área de baixa pressão perto do litoral paulista entre os dias 13 e 14, o que pode aumentar a chuva no estado — cenário que mantém o alerta da Defesa Civil para áreas de risco.
Região Centro-Oeste
O calor e o tempo abafado predominam, com sol forte e pancadas de chuva à tarde e à noite em todos os estados e no Distrito Federal. A chuva pode ser forte e com raios, mas de curta duração.
Há maior risco de temporais na noite de sexta-feira em Mato Grosso do Sul e no oeste e sul de Mato Grosso, incluindo Campo Grande e Cuiabá. No oeste e sul de MS, a chuva será mais frequente no sábado.
Região Nordeste
A proximidade com a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve aumentar a chuva em partes da região. Ceará, Piauí e Maranhão terão pancadas frequentes, tanto no litoral quanto no interior, com risco de chuva moderada a forte em São Luís, Teresina e Fortaleza.
Nos demais estados, a chuva deve ser mais isolada, com sol predominando. No litoral leste, do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia, as pancadas devem ocorrer principalmente entre a madrugada e a manhã, em geral com fraca a moderada intensidade.
Região Norte
O tempo segue instável, com pancadas de chuva frequentes, principalmente à tarde e à noite, intercaladas com períodos de sol. Há risco de chuva moderada a forte, raios e rajadas de vento em todos os estados.
Os maiores períodos de sol devem ocorrer no Tocantins, no sul e sudeste do Pará e no norte de Roraima. Com a influência da ZCIT, a chuva tende a ser mais frequente no Amapá e no nordeste do Pará, incluindo Belém e Macapá.