De barbearia a restaurantes: Allianz Parque vai além do futebol

O Allianz Parque ampliou suas atividades e passou a operar como um espaço multiuso que reúne entretenimento, turismo e serviços ao longo do ano.

O modelo foi detalhado por Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre, durante participação no programa CNN Esportes S/A deste domingo (22).

Durante a entrevista, o executivo explicou como o estádio deixou de ser utilizado apenas em dias de jogos e shows para se tornar um ponto permanente de circulação dentro da cidade, com diferentes fontes de receita e experiências para o público.

Acho que o Allianz acaba sendo muita representação do que está acontecendo no mercado como um todo. É mais até do que uma arena multiuso. Você acaba tendo um hub de entretenimento, de esporte, e um hub urbano. (…) Você tem uma circulação de pessoas que permite que você tenha desde a barbearia até o rodízio de restaurante japonês.

Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre

Hoje, o Allianz reúne diferentes operações comerciais e serviços voltados ao público.

“Tem o tour. Tem uma área de eventos, que é o Parque Mirante, para 2.000 pessoas, que funciona com eventos corporativos e eventos integrados aos jogos de futebol e aos shows. Tem três diferentes restaurantes com opções que vão desde culinária japonesa, a carnes, a italiana”, avaliou.

Segundo ele, a diversidade de serviços acompanha a circulação constante de torcedores e visitantes.

“É um equipamento que ocupa a cidade como um todo, que recebe pessoas todos os dias, sejam turistas para o tour, sejam restaurantes, sejam, no nosso caso, uma área de coworking, que a gente tem empresas alocadas dentro desse espaço”, lembrou.

Ele também citou outras atividades presentes no espaço.

Então, na verdade, você tem um equipamento que é representativo dentro da cidade, além do que uma atividade apenas esportiva ou uma atividade apenas de shows. É algo que hoje tem uma complexidade de gestão, uma importância econômica muito maior do que já teve.

Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre

Receitas e modelo de negócio

Frazão explicou que a arena busca diversificar fontes de receita para manter o espaço ativo durante todo o ano.

“Eu acho que quando você faz uma gestão exatamente buscando essa eficiência, buscando essa maximização do retorno, todas essas linhas de receitas são importantes”, analisou.

Segundo ele, a principal fonte financeira da arena vem da hospitalidade.

“Quando você de alguma maneira destaca as principais linhas de receita, a gente está falando como principal linha de receita camarote. As pessoas vezes pensam que é o naming, que é o patrocínio, na verdade principal linha de receita são os camarotes”, revelou.

O executivo destacou ainda que novas oportunidades surgem conforme o espaço ganha relevância no mercado.

Você vai tendo o equipamento que se torna referência no mercado, onde as pessoas querem frequentar, onde é status para artistas, para eventos, para empresas terem suas atividades aqui dentro.

Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre

Turismo e impacto econômico

Outro ponto abordado foi o tour do estádio, que atrai visitantes durante todo o ano.

“Aproximadamente 100.000 pessoas por ano para conhecer o estádio. É super relevante. É um ativo turístico da cidade”, afirmou Frazão.

Para o dirigente, o impacto do futebol vai além do entretenimento.

Por muito tempo o futebol acabou sendo colocado como simplesmente um fenômeno cultural, um fenômeno sociológico, um fenômeno emocional, e é essa a essência. Mas esse fenômeno, assim como outros, como a música, como a cultura, ele gera uma economia, gera emprego, gera possibilidade que, na verdade, se reverte para o próprio futebol.

Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre

Segundo Frazão, isso fica nítido nos títulos conquistados por clubes que investiram na parte econômica.

“Exatamente os clubes que se prepararam para isso são os clubes que tem melhor resultado. Porque quanto mais profissional, quanto mais geração de recursos, faz com que a competitividade de cada um desses clubes que se preparam de uma maneira melhor, seja muito mais frequente o número de títulos, número de disputas”, avaliou.

Ele também ressaltou a importância da conexão emocional com o público.

Acho que no fundo você não vai ter business, você não vai ter negócio, se não tiver paixão, se não tiver a a parte sociológica, a parte cultural.

Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre

Crescimento e novos investimentos

O crescimento do setor ganhou força após a pandemia e mudou o comportamento do público em relação a eventos presenciais.

“Pós-pandemia acho que é um marco importante nesse mercado. Você teve um crescimento e um boom de interesse das pessoas, em estarem reunidas”, refletiu.

O dirigente afirmou que o estádio passou a ter movimento diário, com visitantes e empresas ocupando o espaço além dos grandes eventos.

Além disso, Frazão contou que o Allianz Parque passa por atualizações constantes para ampliar serviços e experiências. Segundo ele, o foco é atender diferentes perfis de visitantes.

A gente tem essa preocupação constante de manter o estádio como uma referência de novidade e, em especial, uma experiência que seja muito satisfatória para os diferentes clientes que a gente atende. (…) Existe essa preocupação, paranoica quase, em prestação de serviço e hospitalidade.

Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre

CNN Esportes S/A

Com Marcelo Frazão, vice-presidente da WTorre, o CNN Esportes S/A chega à 128ª edição. Apresentado por João Vitor Xavier, o programa aborda os bastidores de um mercado que movimenta bilhões e é um dos mais lucrativos do mundo: o esporte.

Em pauta, os assuntos mais quentes da indústria do mundo da bola, na perspectiva de economia e negócios.

 

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