O jurista Wellington César Lima e Silva, de 60 anos, foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta terça-feira (13), para ser o novo ministro da Justiça, substituindo Ricardo Lewandowski.
Formado em direito pela UFBA (Universidade Federal da Bahia), Silva tem mestrado em ciências criminais e iniciou o doutorado em direito penal e criminologia. Em 1991, ingressou na carreira de promotor de Justiça do Ministério Público baiano.
Foi procurador-geral de Justiça no estado por dois mandatos sucessivos (2010-2014), tendo as indicações para o cargo feitas pelo então governador Jaques Wagner (PT) a partir das listas tríplices definidas pelo órgão.
A notoriedade regional o fez alçar voos no âmbito federal. Em 2016, Wellington ocupou a função de ministro da Justiça, durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Foi um período curto. Como era procurador de Justiça do MP-BA, a indicação foi barrada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ele só poderia permanecer no cargo de ministro se pedisse exoneração do Ministério Público.
Onze dias após tomar posse, Wellington pediu demissão do MJ e foi substituído pelo vice-procurador geral eleitoral à época, Eugênio Aragão.
Na gestão Lula 3, ele foi secretário de assuntos jurídicos da Casa Civil, um cargo chave do Palácio do Planalto e que costuma despachar diretamente com o presidente da República.
O jurista deixou a pasta em julho do ano passado, após ser indicado por Lula para assumir o posto de advogado-geral da Petrobras.
Sua carreira é vista no Planalto como marcada por perfil técnico e discrição, características valorizadas por uma ala do governo para a condução da pasta.
A exoneração de Ricardo Lewandowski foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (9). Até a definição do novo ministro, o Ministério da Justiça ficou sob comando interino do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.