Explosões em laboratórios de cocaína perto da fronteira da Colômbia com o Equador mataram 14 pessoas em janeiro, afirmou o ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, nesta quarta-feira (18).
A declaração de Sánchez acontece após um questionamento sobre as acusações do presidente colombiano, Gustavo Petro, de que uma operação de segurança equatoriana resultou em mais de vinte mortes na região.
O ministro disse que as autoridades colombianas e equatorianas estão investigando em conjunto se houve violação de soberania e que uma bomba encontrada na Colômbia provavelmente pertence às Forças Armadas do Equador.
No início da semana, Petro havia sugerido que o Equador bombardeou território colombiano, deixando para trás 27 corpos “carbonizados”, embora não tenha apresentado mais provas ou informações.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, negou veementemente a acusação, afirmando que seu país bombardeou traficantes de drogas em seu próprio território e que os locais eram esconderijos de grupos narcoterroristas, em sua maioria de origem colombiana.
O Ministério da Defesa do Equador não respondeu imediatamente a um pedido de comentário na quarta-feira.
Doze pessoas na província fronteiriça de Nariño foram mortas em 22 de janeiro e outras duas morreram dias depois, disse Sánchez, quando questionado por jornalistas sobre o número de 27 mortos divulgado por Petro.
Na terça-feira (17), Petro republicou uma imagem da emissora estatal colombiana RTVC que, segundo ele, mostrava uma das bombas, um cilindro verde-escuro em meio à folhagem. Na quarta-feira, ele acrescentou em uma nova publicação que a bomba, que Sánchez disse ter sido desarmada, foi encontrada logo após a fronteira, perto de um local bombardeado pelo Equador, e foi disparada de um avião voando baixo.
Investigar a profundidad está bomba caída en la frontera colombiana con Ecuador desde avión. Cayó a cien metros de la vivienda de una familia campesina empobrecida pic.twitter.com/QCjb20lvxY
— Gustavo Petro (@petrogustavo) March 17, 2026
No domingo (15), o Equador iniciou uma operação de segurança de duas semanas em quatro províncias na costa do Pacífico ou em suas proximidades, numa tentativa de conter a violência de gangues.
O país tem realizado operações repetidamente em sua fronteira com a Colômbia, um importante centro de tráfico de drogas que são então contrabandeadas para o norte, em direção aos EUA, por via marítima.
O Equador afirmou que suas operações de combate ao narcotráfico contam com o apoio de países aliados, incluindo os Estados Unidos. Noboa buscou repetidamente o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, para suas iniciativas de combate ao crime.
Noboa aumentou as tarifas sobre produtos colombianos para 50% no mês passado, alegando que o país vizinho não estava fazendo o suficiente para combater o narcotráfico, e a Colômbia afirmou que estava considerando uma medida recíproca.