As fortes chuvas que atingem Pernambuco já deixaram cerca de 710 pessoas desabrigadas ou desalojadas em municípios do Agreste e do Sertão. Segundo a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, as precipitações registradas até esta terça-feira (3) provocaram alagamentos, deslizamentos e outros transtornos em diversas cidades.
A Defesa Civil de Pernambuco informou, em nota, que atua em conjunto com os municípios no atendimento às ocorrências e no envio de ajuda humanitária. O órgão também presta apoio técnico para o registro das informações no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.
Até agora, 668 itens, entre colchões, lençóis e kits de higiene, foram enviados para famílias afetadas em Palmeirina, no Agreste de Pernambuco. Nesta terça-feira (3), outros 860 itens seguiram para os municípios de Jupi, Jucati e Calçado, na mesma região.
Entre as cidades afetadas, Gravatá, no Agreste, registrou alagamentos em várias vias. De acordo com a prefeitura, até o momento não há registro de feridos. A gestão municipal informou que, assim que as chuvas diminuírem, será feita uma avaliação detalhada dos danos.
Em Bezerros, também no Agreste, ruas ficaram cobertas por água da chuva, enquanto em Catende, na Mata Sul, a combinação de chuva forte, raios e trovoadas causou transtornos em diversos pontos da cidade. Em Pesqueira, um carro foi arrastado pelas águas. Não há registros de mortos ou feridos no estado.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém alertas de chuvas intensas para Pernambuco nesta quarta-feira (4), com diferentes níveis de severidade.
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As áreas sob grande perigo incluem o Sertão Pernambucano, especialmente a região do São Francisco, além de pontos do Agreste, onde há previsão de acumulados superiores a 100 milímetros por dia ou volumes acima de 60 mm por hora. Nessas localidades, o risco é elevado para grandes alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.
Já nas regiões classificadas como perigo, que abrangem municípios do Agreste e do Sertão, a previsão indica chuva entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, acompanhada de ventos que podem chegar a 100 km/h. Há possibilidade de cortes de energia elétrica, queda de galhos, descargas elétricas e novos pontos de alagamento.
Na faixa litorânea, incluindo a Região Metropolitana do Recife e áreas da Mata Pernambucana, o alerta é de perigo potencial, com volumes entre 20 e 50 mm por dia e ventos de até 60 km/h. Embora o risco seja considerado menor, o Inmet aponta possibilidade de alagamentos pontuais, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia.