A China pediu ao Irã, aos EUA e a Israel que “cessem imediatamente” os combates para evitar “causar maiores danos ao crescimento econômico global”.
O Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o petróleo que o Irã controla parcialmente, é uma “rota comercial importante para bens e energia”, publicou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, no X nesta quarta-feira (4).
“Manter a região segura e estável serve aos interesses comuns da comunidade internacional.”
“A China insta as partes relevantes a cessarem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada da situação tensa e impedirem que a turbulência regional cause maiores danos ao crescimento econômico global”, escreveu ele em uma publicação no X.
Cerca de metade das importações de petróleo da China e 29% das suas importações de gás natural liquefeito (GNL) chegam pelo Estreito de Ormuz. O Catar, um dos maiores produtores de gás do mundo, afirmou na quarta-feira que as suas exportações de GNL estão praticamente paralisadas.
Mais de 20% do petróleo mundial passa pelo estreito, que tem sofrido interrupções significativas desde o início da guerra com o Irã no sábado.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.