O Carnaval é um momento de celebração, mas também acende um alerta com relação aos furtos e roubos de celulares durante as festas de rua. Não envolve apenas o valor dos aparelhos, mas também a quantidade de contas bancárias e informações privadas armazenadas.
Considerando apenas a cidade de São Paulo, a mais populosa do país, foram 2.395 casos de furto e 1.283 de roubo durante o Carnaval de 2025, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo — média de uma ocorrência a cada dois minutos.
O Canaltech preparou algumas dicas para proteger celular, aplicativos de banco e outras informações sensíveis em poucos passos antes de sair de casa.
1. Habilitar ajustes de recuperação da conta
Android e iOS possuem uma série de recursos para facilitar a recuperação da conta e o bloqueio do celular em casos de furto, perda ou roubo.
O Android, por exemplo, tem ferramentas de proteção contra furto, que permitem bloquear o celular remotamente, e ainda tem um novo recurso para recuperar o acesso à conta Google com uma selfie de vídeo.
O iOS, da Apple, conta com ferramentas que exigem verificação facial para alterar configurações sensíveis do celular, tentar mudar a senha ou o endereço de e-mail, além de funções para recuperar a conta do iCloud remotamente.
2. Colocar limites no Pix
O Pix pode ser uma das formas de pagamento mais comuns durante a folia, então é muito importante proteger as transações.
Uma alternativa é colocar um limite diário de valor que pode ser transferido, o que ajuda a conter riscos caso ocorra a perda do celular. Os próprios aplicativos de banco possuem uma tela para gerenciar os valores máximos durante o dia e a noite.

3. Ativar biometria
Usar a biometria garante uma camada adicional de segurança ao celular: caso uma pessoa decore a senha do aparelho, ela ainda poderá ser barrada por conta da impressão digital ou do reconhecimento facial.
Vale reforçar que o acesso biométrico ainda serve para proteger contas de bancos e outros aplicativos sensíveis. Também é possível adotar as passkeys, que são chaves de acesso por biometria que substituem a senha convencional — apps como Gmail e WhatsApp já permitem esse cadastro.
4. Configurar a carteira digital
Cartão físico ou celular? As carteiras digitais, como Carteira do Google e Apple Pay, são opções mais seguras porque exigem uma autenticação a cada transação. Para isso, é necessário desbloquear a tela ou o próprio app com biometria para usá-la.
O cartão físico é um item que pode ser perdido e usado sem senha para compras por aproximação em valores menores, por exemplo.
5. Compartilhar a localização
Não é fácil encontrar pessoas no meio da multidão nos blocos, mas compartilhe a localização em tempo real com amigos para facilitar esse processo e ainda garantir que todos voltem para casa com segurança.
Aplicativos como WhatsApp, Google Maps e o Mapas da Apple possuem a função.
6. Usar código de verificação em apps de viagem
Ao usar aplicativos como Uber e 99, o ideal é ativar o código de verificação para confirmar cada viagem. Desta forma, ao entrar no carro, a sequência numérica funciona como uma “garantia” para certificar que está com o motorista correspondente antes de partir.
7. Ativar o app Celular Seguro
O aplicativo Celular Seguro é uma alternativa do Governo Federal para proteger aparelhos em caso de perda, furto ou roubo.
A ferramenta foi atualizada recentemente para trazer um novo modo de recuperação, voltado para bloquear contas bancárias e a linha telefônica e manter o IMEI (“Identidade Internacional de Equipamento Móvel”, da sigla em inglês) ativo para investigações.
O número do IMEI pode ser encontrado nas próprias configurações do celular, na área “Sobre o Telefone”, ou com o código *#06# no discador do celular. Vale a pena anotar esse dado com antecedência, pois funciona como um “documento de identificação”.
O modo ainda oculta notificações na tela para impedir que invasores recebam códigos de verificação para acessar a conta.