Os preços futuros do cacau iniciaram a semana com valorização na bolsa de Nova York diante a queda nos preços do dólar, que provocou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros.
Nesta segunda-feira (16), o contrato com entrega para maio encerrou o dia precificado em US$ 3.418 a tonelada e alta de 3,67%.
O mercado também acompanha relatos dos produtores da África Ocidental de que as condições climáticas estão favorecendo a safra. O Barchart destacou que as recentes chuvas tem chuvas impulsionado o desenvolvimento dos frutos de cacau na Costa do Marfim e em Gana, que são os maiores produtores mundiais.
Além disso, o mercado trabalha com os estoques de cacau da ICE no maior nível dos últimos sete meses, atingindo 2.264.484 sacas na última sexta-feira (13).
Café
Os preços futuros do café arábica também finalizaram a sessão com ganhos na bolsa de Nova York, em que o vencimento para maio registrou alta de 2,70% e está precificado em US$ 2,928 por libra-peso.
De acordo com as informações do Barchart, os preços se recuperam das perdas iniciais observadas na manhã desta sessão em função as preocupações com a logística.
“O fechamento do Estreito de Ormuz tem interrompido o transporte marítimo global e isso elevou os preços dos fretes marítimos, seguros e custos de combustível para os importadores e torrefadores de café”, informou.
Algodão
Os preços futuros do algodão fecharam em alta nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em maio avançou 3,55%, sendo negociado a US$ 68,19 por libra-peso.
De acordo com o consultor independente Pery Passotti Pedro, a valorização foi resultado de uma combinação de fatores. Entre eles, a alta nos preços do petróleo, que costuma influenciar o mercado de fibras, e a piora nas condições de plantio no Texas, principal estado produtor de algodão dos Estados Unidos.
Outro fator importante foi o movimento dos fundos de investimento. Muitos estavam apostando na queda dos preços nos últimos meses, mas decidiram encerrar essas apostas e recomprar contratos para garantir lucro, o que aumentou a demanda no mercado e ajudou a puxar as cotações para cima.
Açúcar
Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do açúcar com vencimento em maio encerrou a sessão cotado a US$ 14,19 por libra-peso, registrando queda de 1,25%.
Segundo informações da Barchart, a pressão sobre os preços está relacionada à queda do petróleo bruto. O petróleo WTI Crude Oil Futures (CLJ26) recuou mais de 3% no dia, o que tende a enfraquecer os preços do etanol.
Com o etanol menos atrativo, usinas ao redor do mundo podem direcionar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em vez de biocombustível. Esse movimento eleva a oferta do produto no mercado, pressionando as cotações.
A consultoria Czarnikow apontou que no âmbito comercial, os produtores aumentaram suas posições vendidas em 30,5 mil lotes no mercado futuro. Os consumidores finais liquidaram suas posições compradas em 16,4 mil lotes.
Suco de laranja
O contrato futuro para entrega maio do suco de laranja fechou o dia na bolsa de Nova York cotado a US$ 1.998,00 por tonelada, e leve ganho de 0,25%.