“Bridgerton”: 4ª temporada aprofunda contextos sociais para além do romance

O romance é o gênero que guia a série “Bridgerton”, mas, desde a primeira temporada, a série vai ainda além da química de seus protagonistas, ao explorar a diversidade — mesmo dentro de uma série de época. A obra aproveita um fato histórico sobre a ascendência da Rainha Charlotte para reimaginá-la como uma monarca negra que usa seu poder para impulsionar mudanças na sociedade britânica, por exemplo.

Também, busca fazer com que certos personagens apresentem uma orientação sexual diferente da heteronormatividade. A quarta temporada, que chega à Netflix nesta quinta-feira (29), promete ir ainda mais além ao aprofundar outros contextos sociais que não a elite da família Bridgerton, oferecendo novas camadas de leitura ao universo criado pela autora da série homônima de livros, Julia Quinn.

 

A história da nova mocinha, Sophie Baek (Yerin Ha), já mostra uma mudança de contexto. Com uma trama à lá “Cinderela”, a jovem atua como criada na própria casa, comandada pela madrasta, e conhece Benedict Bridgerton (Luke Thompson) durante uma “escapada” para um baile luxuoso de máscaras. O romance, ainda presente na história, passa a ser também um instrumento para revelar desigualdades e disputas de poder.

Dentro do espectro da criadagem, personagens antes quase invisibilizados, ganham maior protagonismo. Criados da família Bridgerton possuem tramas quase próprias, com maior destaque à suas vontades e o que fazem quando não estão em posição de servir.

Sra. Varley (Lorraine Ashbourne), reivindica seus direitos como governanta da família Featherington em uma das tramas mais interessantes da nova parte da história.

“Essa temporada é cheia de camadas. Amo que nós descemos as escadas e vemos todos os criados, pessoas que realmente cuidam das casas. É maravilhoso que nós conseguimos ver as vidas deles”, disse Golda Roshuevel (Rainha Charlotte), em entrevista à CNN em dezembro de 2025. “Espero que se tivermos mais temporadas, nós possamos ver mais desse mundo das famílias.”

“Amo que nós vemos outras partes da vida dos Bridgertons que não tivemos a oportunidade de ver antes, são personagens que estiveram conosco desde a primeira temporada e agora eles têm um momento para brilhar. Acho que você entende a família em um nível mais profundo por causa dessa abertura”, comentou Hannah Dodd (Francesca Bridgerton), por sua vez.

Outros destaques da nova temporada ficam pela maior exploração da autodescoberta dos personagens sobre sexualidade — como Francesca dentro de seu casamento — desejo e novas camadas entre amizades — especialmente entre a Rainha Charlotte e Lady Danbury (Adjoa Andoh).

Os quatro primeiros episódios vão introduzir a história de Sophie Baek e Benedict Bridgerton, e trazer novos desdobramentos às tramas dos personagens que já são queridinhos do público.

O boêmio Benedict Bridgerton (Luke Thompson) não quer se casar de jeito nenhum, apesar dos apelos da mãe, Lady Violet Bridgerton (Ruth Gemmell). Até que um dia, no baile de máscaras de Violet, Benedict fica caidinho por uma misteriosa dama de prata mascarada. Com a relutante ajuda da irmã Eloise (Claudia Jessie), Benedict sai pela alta sociedade e tenta descobrir a identidade da jovem.

Os quatro episódios finais de “Bridgerton” chegam à Netflix em 26 de fevereiro.

Assista ao trailer da quarta temporada de “Bridgerton”

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